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Zibaldone

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10
Set15

Liga Record

Francisco Freima

Capturar.PNGHoje encerram as inscrições na Liga Record. O meu plantel é este:

 

Guarda-Redes:

 

Bracali (Arouca)

Gideão (Boavista)

Kritciuk (Braga)

 

Defesas:

 

Baiano (Braga)

Boly (Braga)

Esgaio (Sporting)

Jefferson (Sporting)

Josué (Guimarães)

Marcelo (Rio Ave)

Nélson Semedo (Benfica)

Venâncio (Setúbal)

 

Médios:

 

Adrien (Sporting)

André Horta (Setúbal)

Danilo Pereira (Porto)

Ghazaryan (Marítimo)

Guzzo (Tondela)

Tiago Rodrigues (Marítimo)

Tozé (Guimarães)

Vukcevik (Braga)

 

Avançados:

 

Aboubakar (Porto)

Carrillo (Sporting)

Jonas (Benfica)

Soares (Nacional)

08
Set15

Redes raciais?

Francisco Freima

refugiados 23.jpgEstou decepcionado com algumas opiniões que tenho lido nas redes sociais sobre a questão dos refugiados. Aos clássicos «vêm para cá roubar os nossos trabalhos» e «viver à conta do Estado» junta-se agora a teoria da conspiração «eles vêm invadir-nos». Mas está tudo maluco? Pessoas normalmente equilibradas a adoptarem um tom crispado em defesa de um programa que deixaria o PNR orgulhoso? Os argumentos estapafúrdios começam na bandeira, passam pela roupa e acabam na religião. A maior parte resume-se a islamofobia primária, mas os mais severos disparam para todos os lados – romenos, búlgaros, ucranianos, albaneses… subitamente, em Portugal vão aparecendo pequenos Slobodan Milosevic, pequenos Franjo Tudman, pequenos em tudo o que não seja destilar ódio e preconceito.

 

Entretanto, os mais ressabiados conseguem sempre vestir a pele de cordeiro e põem-se a dar sermões sobre os sem-abrigo portugueses, que desses é que temos de cuidar (como se uma coisa impedisse a outra…). Esta é a via de raciocínio normalmente utilizada pelos que circulam à direita, que tentam ultrapassar qualquer discussão com o fait-divers – vamos debater a política do livro em Portugal? «Neste momento há assuntos mais importantes»; vamos discutir o fim das touradas? «Tourada é cultura, existe um público para esse tipo de espectáculos, deixemos o mercado funcionar»; vamos falar de adopção por casais homossexuais? «Isso só interessa a meia dúzia de pessoas»; vamos comer qualquer coisa? «Eh, eh, viste o Sócrates a querer encomendar uma pizza?» (partilham-se links, fazem-se piadas até à exaustão, agita-se o papão justiceiro «com os socialistas no governo não há separação de poderes»…).

 

Aos Viktor Orbán da zona, deixo um conselho: se estão tão preocupados com a falta de emprego para os refugiados, porque não cedem o vosso a eles – e, já agora, a vossa casa e o vosso carro? Dirão: «Quem defende a vinda deles é que devia fazer isso!». Sendo assim, eu volto ao recreio da primária (o debate anda nesse nível) e faço a sua defesa com o argumento quem-diz-é-quem-é: dizem que eles são preguiçosos? Quem diz é quem é! Dizem que eles são parasitas? Quem diz é quem é! Dizem que eles são intolerantes? Quem diz é quem é! Ora, se temos cá preguiçosos, parasitas e intolerantes, talvez os possamos mandar para «a terra deles»… não se façam rogados, nós pagamos-vos as passagens para a Síria e para o Iraque, os países que, num daqueles testes que estão habituados a fazer no Facebook, saíram-vos em sorte.

 

Quanto aos refugiados, quantos mais acolhermos, melhor. Estas pessoas merecem o nosso respeito, nem que seja pelas dificuldades que estão dispostas a enfrentar para entrarem na Europa. Confesso que os considero mais europeus do que eu, porque não sei se estaria disposto a passar por metade do que eles passam para chegarem até nós. Esta é também uma oportunidade para os arautos da recuperação económica fazerem gala do seu sucesso. Quê! Tiraram o país do abismo e agora regateiam o número de refugiados? Quem diria… um país tão próspero, que cria tantos postos de trabalho! Vai-se a ver (querem ver?), a economia estava melhor no tempo do PREC! «Como?» Então, é fácil: caos político, estagflação, subida do preço do petróleo e o que é que Portugal faz? Absorve meio milhão de compatriotas vindos das colónias, os denominados retornados. «Ah, mas eram portugueses, falavam português, tinham redes de apoio»… Sim, e contaram também com muita hostilidade dos que cá estavam, hostilidade que pelos vistos mantém-se no acolhimento a 5 000 pessoas – imagino o que seria se fossem 500 000… acordem para a vida, vocês que dizem que somos hipócritas (quem diz é quem é!)… então, como é? A maior parte de vocês defende a União Europeia, mas não querem ser solidários. Como irão resolver esse dilema no dia das eleições? Ah, já sei: vão cortar o voto ao meio – metade para o PSD e metade para o PNR...

 

Aos simpáticos indecisos (imagino-os sempre com uma expressão absorta a coçarem a cabeça xD), sei que muitos de vocês estão entre o acolher e a impossibilidade de o fazer. Pois bem, o impossível é a possibilidade desfeita pela falta de oportunidades em torná-la… possível. Ponderem bem.

07
Set15

Albânia - Portugal

Francisco Freima

noticia_00068417-580x464.jpgA selecção jogou mal. Ironicamente, o pior jogador em campo marcou o golo que selaria a vitória sobre uma Albânia aguerrida, a valer sobretudo pelo colectivo.

 

Para quem vê no trabalho do treinador o resultado de mil elucubrações à margem do bom senso, hoje viu-se o contrário. O jogo é bastante simples: uma equipa favorita será sempre superior ao seu adversário desde que esteja para aí virada. Portugal apresentou-se sem intensidade, o meio-campo tirava sempre os mesmos coelhos da cartola: passes longos à procura de Cristiano Ronaldo, futebol pastoso até perto do último terço, quando se pedia a um génio da frente o rasgo de inspiração redentor, ou clamava-se pela subida de um lateral (Eliseu e Vierinha estiveram trapalhões na meia distância e nos cruzamentos). Golo à parte, Miguel Veloso revelou-se um erro: fez muitos passes errados e deixou-se ultrapassar em boa parte dos ressaltos. Danilo foi esforçado, mas sem o fulgor que demonstrou contra a França, enquanto Danny ia sendo declarado desaparecido em combate nos intervalos das oportunidades que teve para marcar. As alterações trouxeram também poucos resultados: Cédric por Vierinha manteve tudo igual e a entrada de Quaresma para o lugar de Bernardo Silva teve o condão de empalidecer ainda mais a estrela da selecção, Cristiano Ronaldo. O nosso capitão fez o jogo típico de um avançado que anda à procura de um golo, mas não teve sorte nem pontaria para tanto. Nani foi igual a si mesmo: uma luz que ora acende, ora apaga. De tudo isto, ficou a exibição de Bernardo na sua segunda internacionalização, a primeira em jogos oficiais. O médio do Mónaco colocou os nervos de lado e arrancou para um jogo interessante. Os passes a queimar para os avançados foram o melhor, mostraram um jogador maduro, que sabe temporizar e esperar pelo melhor momento até libertar a bola. A última substituição, troca de Danny por Éder, foi irrelevante. Em defesa do avançado do Swansea, ele entrou numa altura em que a Albânia começou a assumir o controlo da partida, deixando pouco espaço para brilhar no ataque, onde a sua capacidade de choque poderia libertar espaço para o aparecimento de Nani, Ronaldo ou Quaresma. Dos pés deste último haveria de surgir o golo, através de um canto calibrado e de uma boa entrada de cabeça de Veloso.

 

O melhor que Portugal levou da Albânia foi a estreia auspiciosa de Bernardo em jogos a doer e, claro, o resultado.

01
Set15

10 razões para ser Belenenses

Francisco Freima
  1. O Belenenses tem um plantel 100% português, contando ainda com 7 jogadores da formação.

Belenenses formação.jpg

  1. Os bilhetes para os jogos são mais baratos.

 

  1. O Belenenses foi a equipa-símbolo na luta contra o fascismo em Portugal. Cândido de Oliveira, treinador do Belém, esteve preso no Tarrafal. Em baixo, na imagem, os jogadores Mariano Amaro, José Simões e Artur Quaresma recusam-se a fazer a saudação fascista num encontro da selecção nacional. Seriam detidos pela PIDE após o jogo, sendo libertados algumas horas depois, por medo da reacção dos adeptos azuis.

Amaro.jpg

  1. O primeiro treinador português a sagrar-se campeão nacional foi Augusto Silva, em 1946, com a equipa do Belenenses (constituída maioritariamente por jogadores da formação). Outro treinador mítico do emblema da Cruz de Cristo foi Helenio Herrera (na fotografia), que seria bicampeão europeu pelo Inter de Milão, em 1963-64 e 1964-65. 

herrera.jpg

  1. Teve jogadores míticos – Artur José Pereira, Artur Quaresma, Mariano Amaro, Pepe, Rafael, Pedroto, Matateu, Vicente Lucas, José Pereira, Di Pace, Paco Gonzalez, Mladenov… Na imagem, Matateu, o melhor jogador da história do Belenenses.

matateu.jpg

  1. A expressão quinze minutos à Belenenses foi roubada pelo Benfica.

 

  1. O melhor piloto de Fórmula 1 (Ayrton Senna) e o melhor jogador de hóquei em patins de todos os tempos (António Livramento) eram sócios do Belenenses. Amália Rodrigues também torcia pelo clube. 

senna.jpg

  1. O Belenenses apoia as modalidades e foi o primeiro clube a ter uma piscina olímpica.

 

  1. Tem o estádio mais bonito na zona mais bonita de Lisboa (haverá algo mais belo do que apanhar um eléctrico ao fim da tarde para ir à bola?) 

restelo.jpeg

  1. Perto do estádio existem os famosos pastéis de Belém – e o Starbucks.Pastel de Belem.gif

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