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Zibaldone

Zibaldone

31
Dez15

Presidenciais 2016

Francisco Freima

Foto de Paulete Matos Esquerda.net.jpgComo só nos próximos dias existirão informações sobre o vencedor das eleições na República Centro-Africana, vou fazer uma análise às presidenciais portuguesas. 

 

Primeiro, os candidatos menos mediáticos: do que tenho ouvido nas entrevistas, Paulo Morais e Henrique Neto merecem vencer esse campeonato. Apesar de ser do Bloco (quantas vezes já repeti isto? lool), admiro Paulo Morais. O ex-vereador da Câmara Municipal do Porto é uma ave rara no meio político em que se move, nos antípodas de Menezes ou Isaltino. Oxalá consiga ficar à frente de candidatos menos «sérios», como o «Tino de Rans». Sem desprimor pelo personagem, que até parece ser bastante divertido, preocupa-me a continência da república, o mau exemplo de premiar o folclore em detrimento destes homens. Imagino a tristeza, o desencanto de Paulo Morais ou Henrique Neto, caso percam para o circo. Seria mau.

 

No pelotão da frente, Marcelo Rebelo de Sousa leva vantagem sobre os demais. Tendo apenas Paulo Morais na sua área política, pode descurar a retaguarda, lançando um discurso mais à esquerda. Essa vantagem nota-se na forma como tem ganho eleitores junto do PS e do BE. Em termos estratégicos, cumpre a velha máxima de que devemos levar sempre a luta para o campo adversário. Acantonados, Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém necessitam de consolidar o poder à esquerda para terem hipóteses de ameaçarem Marcelo. Mais atrás surgem Marisa Matias e Edgar Silva. O candidato comunista tem a vantagem de contar com um eleitorado fiel. Já Marisa, a candidata que eu apoio, pode chegar ao segundo lugar.

 

Eu sei que sou suspeito, mas a Marisa está bem preparada. Além de conhecer o país, tem a percepção, única entre os candidatos, de como Portugal é visto lá fora. O trabalho no Parlamento Europeu, nomeadamente na área da Saúde e na questão dos refugiados, mostram a sua versatilidade: Marisa tanto é capaz de passar horas e horas num gabinete a redigir propostas de lei complexas, como de embarcar em direcção à Síria para tomar o pulso à situação no terreno. Sabe ouvir, sabe argumentar, sabe decidir, sabe negociar. Ao contrário do que José Manuel Diogo escreveu num artigo misógino no JN, Marisa não é uma carinha laroca à conquista dos amantes da beleza (ainda hoje estou para conhecer o perfil desse eleitorado...), mas uma mulher que antes de ser bonita já era inteligente.

 

Não sendo ninguém (literalmente) nessa altura, penso que estas presidenciais partilham algumas semelhanças com as de 1986. À época, Freitas do Amaral levava também uma vantagem considerável sobre os restantes candidatos – Mário Soares partiria mesmo atrás de Salgado Zenha. Quando Soares contactou uma firma de relações públicas sediada em Washington (a Black, Manafort, Stone & Kelly), Paul Manafort, ao inteirar-se dos candidatos, indicou-lhe que a chave estaria na ex-primeira-ministra, Maria de Lourdes Pintasilgo. Assim foi: chegando ao segundo lugar nas sondagens, o «efeito Pintasilgo» obrigaria Freitas do Amaral a uma segunda volta. A esquerda uniu-se então em torno do socialista para derrotar a direita, naquele que seria o escrutínio mais renhido da história política portuguesa.

 

A minha esperança vai toda para uma segunda volta, em que Marisa Matias, garantindo a segunda posição, junte a esquerda para derrotar Marcelo. Parece impossível? Se fosse fácil, não estaria no Bloco. Passar à segunda volta seria já uma grande vitória... enfim, cá estaremos para ver. O importante é que Marcelo seja obrigado a deixar a pose refastelada. Quando li a entrevista dele ao Expresso pareceu-me ver o fantasma de Emilio Mola a beber um café no Molinero, em Madrid...  Quer ir para Belém? Que lute, pois ninguém está para lhe facilitar a vida. 

30
Dez15

Aforismos

Francisco Freima

A lírica é o termómetro do poeta.

 

O grande homem apaga a luz quando a história acaba.

 

Há quem passe a vida a disparar de longe contra o que se aproxima.

 

Os pretextos são os acordos tácitos da razão.

 

O optimista anda à chuva, esperando que o vento o seque.

 

No mundo existem os cavaleiros andantes e os cadáveres andantes.

 

Ali vai Sicrano: casou-se com Fulana – tiveram Beltrano.

 

Trabalhas em equipa? És egoísta. Trabalhas sozinho? És individualista.

 

Todos falam do direito à vida, mas todos esquecem o dever da morte.

 

O idealista toca o chão numa subida.

29
Dez15

Benfica 2016/2017

Francisco Freima

Benfica.gifNuma altura em que muitos pensam no mercado de inverno para reforçarem o plantel, eu espero que a direcção do Benfica comece já a preparar a nova época, garantindo as contratações necessárias a um defeso tranquilo. Se eu fosse o treinador, pediria este elenco para 2016/2017:

 

Predrag Rajković (Maccabi Tel Aviv)

André Moreira (Atlético de Madrid)

José Moreira (Olhanense)

 

Nélson Semedo

Petar Stojanović (Maribor)

 

Lisandro López

Vukasin Jovanović (Estrela Vermelha)

Jardel

Josué (Guimarães)

Pedro Santos (Feirense)

 

Álex Grimaldo

Mário Rui (Empoli)

 

Idrissa Gueye (Aston Villa)

Pelé

Andreas Samaris

Renato Sanches

André Horta (Setúbal)

 

Eduardo Salvio

Mehdi Carcela

Gonçalo Guedes

Nicolás Gaitán

Franco Cervi

 

Jonas

Mitroglou (Fulham)

Raúl Jiménez

Luka Jović (Estrela Vermelha)

Diogo Jota (Paços de Ferreira)

29
Dez15

Mãos ao ar: isto é um assalto!

Francisco Freima

julio velázquez.jpgA história do Braga - Belenenses é fácil de fazer: uma comissão de arbitragem corrupta nomeia um árbitro de Braga, o árbitro bracarense beneficia a equipa da sua zona, expulsando um jogador do Belém por vestir de azul. A direcção do Belenenses reúne-se ao intervalo com os jogadores e decidem protestar a arbitragem, atrasando o início da segunda parte em dez minutos (chegou-se a ponderar a desistência). No regresso dos balneários, o árbitro bracarense expulsa o presidente da SAD do Belenenses, numa clara tentativa de intimidar os jogadores do Restelo para o que faltava jogar. 

 

O Belenenses perdeu por 2-1, mas deixou a sensação de que ganharia o jogo caso fossem 11 contra 11 e não 15 contra 10. No final, Rui Pedro Soares expressaria a indignação de todos, ao declarar que «não é normal o árbitro correr por dois jogos» e, sobre o facto de terem atrasado o reinício da partida: «entendemos que o árbitro devia descansar um pouco, a bem da sua saúde não podia correr tanto.» Fiquei contente por ver a direcção tomar esta posição, os roubos descarados há muito exigiam outro tipo de postura da nossa parte. Estava na hora de deixarmos à espera aqueles que nos têm feito autênticas «esperas». 

 

Não sei qual foi a retribuição a Jorge Ferreira pelo «serviço» prestado, mas penso existirem indícios suficientes para o Ministério Público entrar em campo. Certo é que o futebol precisa de uma limpeza geral. Sem ela, o Belenenses continuará a ser o clube mais perseguido dentro e fora das quatro linhas. 

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