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Zibaldone

Zibaldone

31
Jan16

Campeonato dos cartões

Francisco Freima

Cosme Machado, viciado em vermelhos.jpgAs críticas de Octávio Machado à arbitragem de Cosme Machado no Sporting - Académica são justas. Num futebol português profissionalizado, a falta de qualidade das arbitragens faz a diferença. Ontem, a equipa leonina teve motivos de queixa, mas a verdade é que, no cômputo geral, os três grandes são beneficiados. Na dúvida, apita-se mais depressa contra o clube pequeno do que o contrário. Depois, entre os pequenos existem os ultra-perseguidos. Embora considere o Belenenses grande, as arbitragens colocam-no como o maior dos pequenos, acabando invariavelmente como o mais prejudicado. Este ano têm sido autênticos assaltos, com penáltis inventados contra os azuis, faltas a favor que não são marcadas, golos mal anulados... no entanto, em termos disciplinares, os mais perseguidos são os jogadores do Marítimo. 

 

A pior mania dos árbitros é distribuírem cartões preventivamente. Lembram aqueles polícias gordos dos EUA, que para não terem trabalheiras com os suspeitos sacam logo do taser, quando este devia ser o último recurso. Os nossos homens dos cartões também são assim. Basta investigarmos o que acontece na Premier League ou ainda na Eredivisie holandesa. A filosofia do Norte da Europa é diferente quanto à mostra de cartões, mas, comparados com a Serie A ou o nosso vizinho campeonato espanhol, dá para ver que abusamos dos cartões. Das duas, uma: ou somos uma cambada de violentos ou naqueles campeonatos os juízes das partidas são... ajuizados. Os holandeses e os ingleses têm uma média próxima dos três cartões por jogo, os alemães, de quatro, italianos e espanhóis, de seis... e os portugueses? Os árbitros portugueses andam também nos seis cartões por jogo, mas bem mais próximos dos sete. O nosso rei dos cartões é João Capela, um dos piores árbitros de todos os tempos, e que em nove jogos expulsou nove jogadores, à média de um por jogo. O sempre irascível Bruno Paixão também fartou-se hoje de mostrar amarelos no Arouca - Paços (11), tendo ainda a lata de exibir um vermelho directo a Andrezinho e de expulsar o treinador Jorge Simão (há uns tempos, fez exactamente o mesmo a Paulo Fonseca). O nosso Cosme Machado segue tranquilamente no quarto lugar dos viciados na cartolina, enquanto lá para baixo temos internacionais de aviário (João Pinheiro e Sérgio Piscarreta), incompetentes (Jorge Ferreira, Vasco Santos, Duarte Gomes) e malta da terceira categoria (Tiago Antunes, Rui Oliveira). Resumindo: em Portugal moram os piores da Europa.

 

Só que o mais engraçado foi ver hoje o Cosme a penitenciar-se pelos erros de ontem. Se todos viessem pedir desculpa pela sua incompetência/gatunagem deixávamos de ter árbitros. O que, bem vistas as coisas, não seria mau de todo. Curiosamente, os árbitros apenas arrependem-se dos erros contra os três da vida airada. Recordo que no mesmo estádio o Belenenses foi roubado por um tal Artur Soares Dias, quando Tonel fez penálti depois de uma falta claríssima sobre Carlos Martins, que não foi assinalada. Até hoje, o dito-cujo não pediu desculpas. Se fosse o inverso, estou em crer que iria de joelhos, com uma corda ao pescoço, até Alvalade. 

 

Assim, pelo lado belenense, considero que Artur Soares Dias, João Capela, Bruno Paixão (tornou-se hoje persona non grata na Mata Real), Manuel Mota, Vasco Santos, Luís Godinho (amanhã vai ser roubo certo) e Jorge Ferreira não têm condições para arbitrarem no Restelo.

31
Jan16

Do amor em futebolês

Francisco Freima

falta Messi.jpgFace aos acontecimentos no Porto, onde mais um «herói», certamente equivocado no Miguel Bombarda, disparou contra uma mulher e um homem, venho escrever uma colocação sobre o amor com analogias futebolísticas (a língua universal dos homens). Antes disso, porém, fico sempre curioso como os machos que desatam aos tiros contra as amadas (?) não conseguem resolver a situação da melhor maneira: dando um tiro neles mesmos. Não, eles têm uma arma de fogo à mão, mas em vez de aproveitarem para encomendarem a alma ao Altíssimo, descarregam chumbo nos outros. Enfim, é o país que temos, o anátema do suicídio pelo catolicismo, que dá palmadinhas nas costas do assassino.

 

Talibãs portugueses, percebam de uma vez por todas: as mulheres são livres de andarem com quem quiserem, de amarem outro homem, uma mulher, um cão, uma árvore... a boa notícia é que vocês podem fazer o mesmo. «Mas eu só gosto dela!», dizes tu. Se for assim, ficas para tio ou morres com uma cirrose. Azar. Transpondo para o futebol, és aquele avançado que passa o jogo todo a trabalhar a defesa contrária, que remata de todas as maneiras e feitios mas não consegue marcar. Apenas cansar. Depois, és substituído e o que saltou do banco, mal toca na bola, tem uma auto-estrada aberta até ao golo. Sim, foste tu que fizeste o trabalho todo – ninguém quer saber.

 

Outra situação é amarem tanto uma mulher que estão dispostos a tentarem com outra pessoa, para que ela não se sinta culpada de uma futura vida solitária da vossa parte. Nesse caso, são aquele número 10 que carrega as dúvidas da equipa às costas, o motor que, estando a eliminatória perdida a poucos minutos do fim, tenta, em desespero de causa, um remate de longe para empatar o jogo e levá-lo a prolongamento. Sim, é quase impossível sair bem o pontapé a quarenta metros da baliza, mas ao menos tentaram tudo. Dói, mas saem de cabeça erguida. Se correr bem, óptimo, têm um prolongamento para vencerem. 

 

Claro que o resultado depois depende muito da equipa que têm pela frente. Se vocês são aquele tipo de homem controlador e que passa a vida a fazer ameaças, são os Bruno Alves do amor. Conselho? Tentem apaixonar-se por caceteiras. Se são aqueles homens bonitos que não precisam abrir a boca para terem logo a mulher desejada, são os Jardéis do amor: basta ficarem plantados na área e corresponderem ao cruzamento dos olhares. 

 

Se são o número 10 fantasista que gosta de fazer grandes jogadas e serpentear pelas defesas numa sucessão de dribles e numa vertigem pelo risco, tenham cuidado e não se apaixonem por mulheres faltosas, pois o mais certo é passarem a vida a recuperar de lesões. O vosso perfil é o de um Baggio, precisam de mulheres com classe, que façam desarmes limpos. Como querem fintar meio mundo, ou fazem jogadas de sonho ou, se perdem a bola, sofrem entradas duras e ainda são apupados pelo estádio inteiro. Deixem-nos assobiar: vocês sabem que estavam certos.

 

A boa notícia: a maior parte de vocês são caceteiros, tal como a maior parte das mulheres o são; a má notícia: mesmo correspondendo a maioria ao perfil caceteiro, os homens são mais violentos do que as mulheres, como se vê pelas notícias. O conselho: talibãs, não entrem a matar sobre as vossas mulheres.

30
Jan16

Programa político (II)

Francisco Freima

Um político vive da visão que o acompanha. Se ela for forte, nem mesmo os tempos de crise susterão o ímpeto da esperança por cumprir. A cada dificuldade responderá a nação com o alento de uma alma renovada, crente de que é certo o caminho, de que o futuro dará a justa recompensa aos sacrifícios feitos.

 

Viva a República, viva a Revolução, viva Portugal!

 

Administração Interna:

 

Criação da Milícia Republicana (fusão da PSP com a GNR).

Fim das autonomias regionais.

Renovação toponímica: todos os nomes religiosos de cidades, vilas, aldeias, ruas, avenidas, praças (etc.) deverão ser banidos. O mesmo para a toponímica associada ao fascismo.

Criação do Fundo Autárquico: as autarquias contribuirão com 5% das suas receitas até atingir-se um valor de aprovisionamento aceitável (cerca de 1% do PIB: 1.800.000.00 €). Municípios que durante dois anos consecutivos apresentem resultados negativos ficam sob o controlo do fundo até ao fim do mandato.

 

Agricultura:

 

Bolsa Agrícola: as terras de cultivo detidas pelo Estado serão exploradas por quem apresente modelos de negócio viáveis e que respeitem o ambiente.

Nacionalização de terrenos baldios.

Criação de um banco público de sementes.

Isenção de pagamento do IVA nos produtos agrícolas, pecuários e piscatórios da indústria portuguesa.

 

Ambiente e Defesa dos Animais:

 

Reforço do investimento em energias renováveis.

Reapreciação do novo plano nacional de barragens.

Limitação à entrada de carros particulares nas cidades.

Combate ao estacionamento abusivo (viaturas em cima do passeio ou em segunda fila) através da construção de parques de estacionamento subterrâneos e do levantamento dos locais passíveis de serem intervencionados (baldios, passeios largos) para efeitos de estacionamento.

Limitação a duas viaturas por agregado familiar.

Abolição das touradas.

Adopção do lince ibérico como símbolo de Portugal.

Encerramento dos jardins zoológicos/parques temáticos com animais.

Proibição da utilização de animais em qualquer tipo de espectáculo.

Proibição da utilização de animais em qualquer tipo de experiência científica/laboratorial.

 

Cultura e Ciência:

 

Criação de uma comissão científica encarregada de depurar o Português dos seus estrangeirismos (gadgets, software, mp3, hub, single, videoclip…).

Construção de um monumento em homenagem aos soldados africanos que combateram por Portugal na Guerra Colonial.

Reforço da rede de Leitorados do Instituto Camões.

Revogação do Acordo Ortográfico de 1990.

Elaboração de um cânone artístico nacional.

Desincentivo à divulgação do fado como o género musical do país.

Legalização da partilha de ficheiros.

Promoção do culto dos heróis da pátria.

Aumento do preço dos bilhetes em museus e monumentos nacionais para os turistas. Entrada gratuita para todos os cidadãos portugueses.

Financiamento do orçamento da Cultura através das receitas dos casinos.

Financiamento da investigação científica com o dinheiro poupado no orçamento da Defesa.

Permissão do uso de cobaias humanas em todas as experiências científicas/laboratoriais (incluindo a clonagem e a criogenia). Os cidadãos que nelas queiram participar terão de estar no pleno uso das suas faculdades mentais e de darem o seu consentimento.

 

Defesa:

 

Fim da profissionalização das Forças Armadas (manutenção de um corpo de oficiais reduzido).

Saída da OTAN.

Reestruturação do SIRP (passagem à disponibilidade de todos os funcionários do SIS, do SIED e do SIM que tenham sido ou sejam membros da Maçonaria).

 

Desporto:

 

Construção de cinco pavilhões de gelo (Lisboa, Porto, Barcelos, Faro e Ponta Delgada).

Continuação dos melhoramentos no court de ténis do Estoril.

Construção de dois courts de ténis (relva e piso rápido) no Porto e em Faro, respectivamente.

Impulsionamento do Autódromo Internacional do Algarve.

Introdução das novas tecnologias no desporto em geral.

Aplicação da regra da maioria dos jogadores do plantel e da equipa titular serem portugueses (exemplo: 6+5 no futebol, 3+2 no basquetebol).

Redimensionamento das ligas profissionais de futebol: 16 clubes na I Liga e 18 na II Liga.

Proibição de claques organizadas.

 

Economia:

 

Renegociação da dívida.

Início do processo de saída do Euro. Criação de uma nova moeda: o Luso.

Incentivo à criação de mercados perfeitamente concorrenciais em áreas que não sejam monopólio do Estado.

Proibição das empresas de trabalho temporário.

Fim dos CEI (Contratos Emprego Inserção).

Ordenado mínimo – 1 000 €; ordenado máximo – 3 000 € (sector privado).

Horário de trabalho de 30 horas semanais para o sector público e privado.

Incentivo à criação de uma marca nacional de automóveis. Incentivo à construção de protótipos de carros inovadores.

Criação de uma Comissão de Estudos dedicada ao levantamento das condições necessárias à captação de Investimento Directo Estrangeiro.

Redução do IVA: 5% (taxa reduzida); 10% (taxa intermédia); 20% (taxa normal).

Nacionalização da Fertagus e do Grupo Barraqueiro.

Privatização da RTP.

Privatização da RDP.

Fim da taxa do audiovisual.

Fim do offshore da Madeira.

Construção da linha ferroviária de bitola europeia Sines-Madrid.

Taxa sobre transacções bolsistas e dividendos pagos aos accionistas.

Imposto sobre as grandes fortunas.

Taxa agravada para os bens de luxo.

Imposto especial sobre os contratos de publicidade televisiva.

Imposto especial sobre os bens de igrejas/associações religiosas não-católicas.

Monopólio estatal dos jogos de azar e das apostas desportivas.

Reforço das competências do Banco de Portugal ao nível da fiscalização e regulação da actividade bancária.

 

 Educação:

 

Defesa da escola pública. Fim da iniciativa privada.

Defesa da universidade pública. Fim da iniciativa privada.

Criação de bolsas de empréstimo de manuais.

Criação de escalões para o pagamento de propinas (não-acreditação dos diplomas de cidadãos nacionais que tenham estudado no estrangeiro para escaparem ao pagamento de propinas).

Criação da Segunda Língua Distrital: cada distrito terá na sua escola o ensino obrigatório de uma língua estrangeira além do Inglês. Exemplo: em Setúbal ensinar-se-á Francês; em Lisboa, Árabe; em Coimbra, Hindi; no Porto, Mandarim...

Proibição de todas as disciplinas de educação religiosa.

Criação da disciplina de Ética Republicana no 1º ciclo.

Extinção do Corpo Nacional de Escutas (AEP, AGP, FNA) e criação dos Linces.

Redução de turmas (máximo de 15 alunos por turma).

Redução dos actuais doze anos de ensino para dez.

 

Estado:

 

Reorganização da administração pública.

Denúncia dos contratos de PPP’s ruinosas. Responsabilização criminal de quem negociou em nome do Estado.

Nacionalização dos bens da Igreja Católica. A Igreja Católica integrar-se-á no Estado, que administrará os seus bens e definirá a sua hierarquia. O seu pessoal fica sujeito ao mesmo regime da função pública.

Expulsão de todas as ordens religiosas do país (jesuítas, franciscanos, beneditinos, dominicanos…) e encerramento de todos os conventos.

Extinção das empresas públicas deficitárias que não prestem serviços relevantes.

A criação de Comissões de Estudo/Observatórios/Empresas Públicas fica sujeita a critérios de avaliação rigorosa, podendo a sua actividade ser suspensa por decisão unilateral do Presidente de Portugal.

Utilização de software livre em todos os departamentos estatais.

Implementação de orçamentos base-zero em todos os ministérios.

Salário máximo para funcionários públicos: 2 000 €.

Composição de um novo hino nacional.

Alteração da bandeira nacional.

Passagem da residência oficial do Presidente de Portugal para o Palácio das Necessidades.

Passagem para a UTC – hora universal coordenada.

Abolição da era de Cristo em todos os documentos oficiais do Estado. O «ano zero» passará a ser o da fundação de Portugal, em 1143.

Alteração ao nome de instituições de utilidade pública que tenham ressonâncias religiosas (Santa Casa da Misericórdia, por exemplo).

Revogação dos feriados municipais.

Alteração ao calendário de feriados nacionais:

 

1 de Janeiro – Dia de Ano Novo

25 de Fevereiro – Dia dos Direitos Humanos (abolição da escravatura em Portugal)

25 de Abril – Dia da Liberdade

1 de Maio – Dia do Trabalhador

20 de Maio – Dia da Descoberta (chegada de Vasco da Gama à Índia)

10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

14 de Agosto – Dia da Vitória (Batalha de Aljubarrota)

5 de Outubro – Dia da Independência e da Implantação da República

1 de Dezembro – Dia da Restauração da Independência

25 de Dezembro – Dia da Família

 

Justiça:

 

Fim da arbitragem e da mediação privada.

Celeridade processual: um processo que transite da primeira para a segunda instância terá de ser apreciado ao fim de um ano. Da Relação para o Supremo, o prazo será de seis meses (se os processos estiverem em risco de prescreverem, a tutela decidirá unilateralmente a requisição civil dos funcionários necessários ao funcionamento da Justiça).

Alteração às penas por violação do segredo de Justiça por parte dos agentes judiciários: despedimento compulsivo e, consoante a gravidade e o grau de responsabilidade, inibição de toda a actividade relacionada com a Justiça durante dez a vinte anos.

Alteração da lei de incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos: os detentores de cargos políticos ficam impedidos de exercerem a sua actividade profissional, caso esta possa criar conflitos de interesses (exemplo: deputados que sejam advogados).

Alteração à lei da nacionalidade: proibição de dupla ou múltipla nacionalidade. Cassação da nacionalidade dos portugueses que combatam pelo ISIS ou por qualquer outra organização que viole os Direitos Humanos.

Atribuição da nacionalidade portuguesa aos descendentes das tropas africanas que combateram por Portugal na Guerra Colonial.

Reabertura do caso sobre o naufrágio do navio Bolama.

Fim do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

Fim dos vistos gold.

Ilegalização da Maçonaria.

Ilegalização da Opus Dei.

Proibição do uso de véus (niqab, burqa) em espaços públicos.

Reconhecimento do sexo indefinido (hermafroditas).

Legalização da eutanásia para maiores de dezoito anos (o requerente fica obrigado a um ano de reflexão e a avaliação psicológica).

Legalização da comercialização de todas as drogas (monopólio estatal).

Legalização da prostituição – criminalização do cliente.

Fim das restrições à publicidade das tabaqueiras.

Diminuição da idade legal para o consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco: 16 anos.

Possibilidade do cúmulo jurídico ultrapassar os 25 anos de prisão para crimes de sangue, pedofilia e violação sexual.

 

Negócios Estrangeiros:

 

Refundação da União Europeia.

Promoção do intergovernamentalismo como política europeia.

Estreitamento, no âmbito da nova União Europeia, dos laços de cooperação com os países da nossa dimensão (Bélgica, Holanda, Hungria, Croácia, Grécia, Bulgária, República Checa...).

Saída da CPLP, caso a Guiné Equatorial não abula a pena de morte. Responsabilização criminal de quem, em nome de Portugal, permitiu a adesão da Guiné Equatorial à CPLP.

Início de conversações para a criação de uma organização que agregue os países europeus cujas línguas sejam de raiz latina (Portugal, Espanha, Itália, França, Roménia). Esta organização beneficiará, em sede fiscal, todos os agentes culturais que optem por divulgar exclusivamente o trabalho de artistas portugueses, espanhóis, franceses, italianos e romenos.

Resolução da disputa sobre Olivença através de negociações bilaterais com a Espanha, ou da resolução do diferendo no Tribunal Internacional de Justiça.

Apoio informal às independências da Catalunha, do País Basco e da Galiza.

Reconhecimento da Crimeia como território russo.

Revogação do reconhecimento da independência do Kosovo.

Reconhecimento da independência da Palestina.

Reconhecimento da independência do Saara Ocidental.

Passagem do MNE para o Palácio de Belém.

 

Organização do Poder Político:

 

Referendo quanto à forma do sistema político: república ou monarquia (a nova república tem de ser um sonho da maioria; não o sendo, torna-se inútil este programa).

Adopção de um sistema presidencialista. O líder do partido que vença as eleições exercerá o cargo de Presidente de Portugal, nomeando posteriormente os seus Secretários de Estado. Se vencer com maioria relativa, terá obrigatoriamente de coligar-se com outro partido, de forma a garantir uma maioria estável no Congresso. Caso não encontre parceiro de coligação (tem uma semana para o fazer), o Presidente do Congresso cessante marcará novas eleições, a serem realizadas no prazo máximo de quinze dias, a contar do fim do prazo estabelecido para a existência de uma coligação. Se o acto eleitoral provocar novo impasse, o partido vencedor, independentemente do resultado, fica com maioria absoluta (recebe um bónus no número de deputados). O Congresso será composto por 200 deputados (excepto no caso acima mencionado, em que o partido vencedor necessite de mais deputados para ter maioria absoluta).

Fim do Tribunal Constitucional. Acumulação das suas competências pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Elaboração de uma nova Constituição.

Legislatura de seis anos.

Limitação do direito de voto: todos os cidadãos que queiram votar serão convocados a cada dez anos para um teste cívico. Esta prova de conhecimentos centrar-se-á na actualidade política e no programa partidário das diferentes forças políticas. Os exames serão adaptados ao nível das habilitações literárias de cada cidadão. Os cidadãos analfabetos realizarão uma prova oral. Ficam aptos a votar aqueles que consigam 50% ou mais no teste. Salvaguardar-se-á o anonimato dos examinandos, de forma a garantir a imparcialidade do júri.

Redução da idade de voto para os 16 anos.

Revisão da lei eleitoral: actualização dos cadernos eleitorais; o partido que vença as eleições com uma abstenção igual ou superior a 50% perde metade do seu mandato (só governa durante três anos).

 

Saúde:

 

Defesa do Serviço Nacional de Saúde. Fim da iniciativa privada.

Aposta na rede de cuidados primários, sobretudo nas USF (Unidades de Saúde Familiar).

Criação de piquetes para a prestação de auxílio médico nas zonas de menor densidade populacional.

Pagamento de taxas moderadoras aplicável apenas a quem aufira mais de 1 000 € por mês.

Nacionalização das farmácias.

Fim da ADSE.

Proibição de enterros nos cemitérios. Obrigatoriedade da cremação dos cadáveres. Levantamento futuro de todas as ossadas depositadas em cemitérios, tendo em vista a sua cremação. Encerramento dos cemitérios.

Revogação da lei nº37/2007 (lei do tabaco).

Promoção do vegetarianismo: todas as cantinas públicas ficam obrigadas a servirem pratos vegetarianos.

 

Segurança Social:

 

Proibição da acumulação de pensões de reforma com salários.

Criação do Estatuto do Combatente: todos os que combateram por Portugal na Guerra Colonial ficam isentos do pagamento de taxas moderadoras, transportes públicos e refeições em cantinas públicas. O Estado fica ainda responsável pelo pagamento integral dos custos dos serviços fúnebres. Estes direitos estendem-se aos militares que combateram na Índia.

Reforço das competências de fiscalização das associações mutualistas.

Fim dos fundos de pensões privados.

Plafonamento das pensões: valor único – 1 000 €

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