Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Zibaldone

Zibaldone

15
Mai16

A vitória de Vitória

Francisco Freima

Rui Vitória Foto Getty Images.jpgTrinta e nove anos depois, o Benfica sagra-se tricampeão. Numa época marcada por lesões, o plantel soube reagir a todas as adversidades, repetindo a proeza de 1993/94, quando ninguém dava nada pelo Glorioso

 

No início da temporada, Porto e Sporting partiam como grandes favoritos à conquista do título. Embalados por contratações sonantes, os portistas eram o cavalo em que todos apostavam. E, não fosse Lopetegui, poderiam ter feito muito mais. Sobre o Sporting, a euforia lembrava o «Verão Quente» de 1993, quando Sousa Cintra roubou Pacheco e Paulo Sousa às águias. Desta vez, era Jorge Jesus a mudar-se para o outro lado da Segunda Circular. Pelo meio, muita polémica, muita roupa suja e pouco respeito de parte a parte. O grau zero seria atingido por alturas da final da Supertaça.

 

Após uma partida em falso, o Benfica foi recuperando lentamente. Esta recuperação, abruptamente interrompida com os 0-3 na Luz, teria em Braga a reviravolta irreversível. Aproveitando as escorregadelas do leão, as águias voaram alto na classificação, até à liderança. No final, o Benfica foi campeão com 88 pontos e 88 golos, o ano do meu nascimento. Fiquei contente, sinceramente nunca esperei que esta equipa, após uma pré-época desastrosa, vencesse o título. Claro que também ninguém previu a espectacular queda de forma do Sporting – os nove pontos perdidos para os encarnados ditariam o desfecho improvável. Ironicamente, as três primeiras vitórias do Sporting frente ao Benfica confirmaram o ditado que, «mais do que vencer batalhas, importa vencer a guerra». Foi isso que Rui Vitória fez, ganhando o campeonato em Alvalade. 

 

O Benfica foi um justo vencedor, embora o título também assentasse bem ao Sporting. Os meus parabéns a todos os sportinguistas pela excelente réplica que os seus jogadores deram. Penso mesmo que, face ao investimento realizado, se tivessem mantido Marco Silva a história poderia ser outra. O Sporting acaba como a melhor defesa, com menos um golo sofrido que o rival e o Benfica com o melhor ataque, reflexo do futebol positivo que foi espalhando pelos relvados. Além disso, Jonas foi o melhor marcador do campeonato com 32 golos. 

 

Registo ainda a falta de fair play de Jorge Jesus, que na conferência de imprensa foi incapaz de dar os parabéns a Rui Vitória. Pior, acusou o treinador do SLB de copiá-lo. Ora Rui Vitória bateu o recorde de pontos, a sua equipa marcou mais golos, além de ter chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (JJ marcou presença nos quartos uma vez, mas não venceu o título nesse ano). O que Rui Vitória fez não foi copiar, foi superar os registos de Jesus com menos recursos. O segredo deste título? O Benfica cortou o investimento e foi campeão; o Sporting aumentou-o e terminou em segundo. Mas, verdadeiramente, o segredo deste título? O bom ambiente no balneário benfiquista, pois nota-se uma relação de cumplicidade entre jogadores e equipa técnica; já no Sporting, Raul José continua a ter uma paciência de Job enquanto os jogadores amargam com o feitio do seu treinador.

 

Um abraço a todos os benfiquistas, mas um ainda maior a todos os sportinguistas: continuem a acreditar, para o ano há mais. Gosto muito de vocês, que impere o desportivismo entre adeptos 

 

PS: Parabéns à equipa de hóquei em patins do Benfica pelo título europeu. E parabéns ao Michel Preud'homme pela conquista do campeonato belga no Club Brugge.

6 comentários

Comentar post

Antiguidades

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Bloguista

foto do autor