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Zibaldone

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28
Jul16

Acordo Ortográfico

Francisco Freima

Gettysburg Battle.jpgNuma altura em que o Sapo adoptou o Acordo Ortográfico no seu corrector, importa saudar a decisão de terem mantido a opção de «Português». Porque é mesmo disso que se trata, de Português. Às vezes, ouvindo os argumentos do outro lado da barricada, parece que me encontro em plena Guerra Civil Americana, com os unionistas (a malta que defende o acordo) a acusar os confederados (os anti-acordo) de tudo e mais alguma coisa. O problema é que neste caso nem há o mérito de libertarem escravos. Pelo contrário: o acordo é uma pífia tentativa de se libertarem dos erros ortográficos.

 

A união da ortografia portuguesa e brasileira é a irmandade do dislate. Até porque a língua falada torna difícil essa perfeita integração, seja pelas expressões diferentes, seja pelos empréstimos que chegam de outras línguas. A própria evolução, repartida por quatro continentes, faz deste projecto uma Babel falhada. As fundações são diferentes em todos os países lusófonos, somos mais uma Torre de Pisa do que qualquer estrutura simetricamente desenhada a régua e esquadro. 

 

Neste caso, nem é mau ser conservador: vale a pena lutar quando é para manter o que faz sentido ao espírito nacional. Tudo o que desvirtue os símbolos da pátria deve ser combatido. O hino nacional deve ser substituído, a bandeira nacional deve ser substituída e o Acordo Ortográfico tem de ser revogado. Só assim faz sentido continuar a acreditar num país chamado Portugal. O resto, como sempre, é conversa anti-patriotismo.

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