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Zibaldone

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08
Nov16

Ahahaha

Francisco Freima

GNR caso Pedro Dias.jpgApós 28 dias em fuga, Pedro Dias entregou-se às autoridades em Arouca. Fica assim confirmada a ideia de que os nossos polícias são uma anedota. Entre Vila Real, Arouca e Aguiar da Beira, o fugitivo conseguiu despistar todos os pategos que nem sequer conseguem apanhar uma constipação, quanto mais alguém dentro de um barril ao lado deles! Pelos vistos, não saiu do país e teve presença de espírito suficiente para marcar a data da sua entrega com uns dias de antecedência. Até deu para tomar duche/fazer a barba em casa dos pais, reunir com os advogados e ser entrevistado pela Sandra Felgueiras, curiosamente filha de outra notável fugitiva.

 

Durante semanas acompanhámos em directo um reality show promovido pela comunicação social e empolado de forma cínica pelas autoridades. O perigoso assassino, que alegadamente tinha uma imensa rede a apoiá-lo, não passa afinal de um tipo que andou nas últimas semanas nos locais conhecidos, frequentando cafés e pedindo/roubando carros. Diz-se inocente, seguirão dentro de momentos as opiniões abalizadas dos psiquiatras a descreverem um psicopata, quando ninguém saberá ao certo o que aconteceu. Certo é que será julgado, que terão de aparecer provas dos crimes cometidos e que haverá uma sentença. Para já, condenadas ficam as polícias à hilaridade geral. Penso que a partir de hoje não vou conseguir encarar a pose marcial dos nossos agentes sem me desmanchar a rir. 

 

Espero que os directores da GNR, da PSP e da PJ retirem as devidas ilações e se demitam. Isto é mau de mais para ser verdade, porque hoje foi o Pedro Dias mas amanhã podem ser terroristas. Aliás, se o Daesh fizesse ataques semelhantes em Portugal àqueles perpetrados contra o Charlie Hebdo, a esta hora já teríamos milhares de mortos. A sorte é que ninguém sabe onde fica o nosso país. Valha-nos isso...

 

PS: Pedro Dias soube escolher a advogada. Mónica Quintela defendeu Ana Saltão e conseguiu anular no Supremo a condenação da inspectora da Polícia Judiciária pelo homicídio da avó do marido.

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