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Zibaldone

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17
Set16

Aqui jaz JAS

Francisco Freima

velho senil.jpgParece que é sina dos grandes homens terem filhos imbecis. Já na Grécia Antiga os Atenienses lamentavam como Pisístrato, um homem notável a vários níveis, pudera ter dois filhos tão patéticos (Hípias e Hiparco). A verdade é que ciclicamente somos confrontados com esta realidade, e o nosso país não é excepção.

 

O historiador António José Saraiva era um homem excepcional. Os que privaram com ele falam de alguém inteligente, carismático e de uma moralidade irrepreensível. Infelizmente, as qualidades de tão preclara figura não foram suficientes para que o filho, José António Saraiva, porfiasse na senda do exemplo paterno. Tendo talvez algum complexo edipiano por resolver, JAS parece apostado em matar qualquer laivo de humanismo na sua personalidade. Só assim se explica o gosto pela calúnia, a ausência de valores, a completa falta de bom-senso. Como costumo dizer, num país normal... sim, num país normal já teria sido observado por uma junta médica: além da personalidade psicopata desenvolvida até níveis patológicos, JAS está senil. Ocupado a assassinar páginas de jornais, o psicopata benigno sofre agora de Alzheimer. Para corroborar esta acusação, basta-me dizer que o falecido X, numa suposta conversa privada comigo, disse: «O Zé Tó Saraiva está demente. Só continua a escrever nos jornais porque os médicos têm medo que o confronto com a realidade possa ser fatal. É um caso perdido, coitado, lembra o Salazar. Até caiu da cadeira e tudo». 

 

Mais a sério, o novo livro do arquitecto Saraiva é uma obra digna do seu carácter, cheio de falhas estruturais. Não deixa de ser uma cruel ironia o facto de um homem como António José Saraiva, crítico da manutenção do status quo herdado do Estado Novo, tenha tido um filho que é o exemplo acabado dessa crítica. Efectivamente, se não fosse filho de quem é, dificilmente entraria numa redacção. Ou melhor: sem o pedigree paterno, a única maneira de JAS entrar numa redacção seria como o maluquinho adoptado pelos jornalistas, o moço de recados responsável pela compra do tabaco, do Euromilhões, das pastilhas elásticas... assim, à rédea solta, coopta outros maluquinhos (estilo João Lemos Esteves) que o fazem parecer menos louco. 

 

Enfim, aqui jaz JAS, dinossauro que achava que ser gay era uma forma de contestar a autoridade dos pais, que fez uma pseudo-crónica sobre as relações de Marta Leite Castro, que esperou pela morte de Emídio Rangel para fazer um ignóbil ajuste de contas, que se considerava digno do Nobel e que acreditava que os jovens usavam barba como homenagem aos islâmicos radicais. 

 

Marine Em Lama (a única forma de transformar tanto fel em mel).

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