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Zibaldone

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05
Abr16

Bayern vs Benfica

Francisco Freima

Reuters Jonas Bayern Benfica.gifO Benfica fez uma boa exibição em Munique. Quando vi a equipa entrar de branco, lembrei-me daquele empate a quatro na Alemanha contra o Bayer Leverkusen em 1994, jogo no qual Yuran, Kulkov, Rui Costa e João Pinto estiveram intratáveis.

 

O treinador foi corajoso ao repetir o onze que derrotara o Braga na última jornada. O golo sofrido no início seria a débâcle para qualquer outra equipa, que não o Benfica. O Glorioso manteve-se coeso e solidário na defesa, tendo os centrais a confiança de saberem que atrás de si estava um guarda-redes inspirado. A cada jogo que passa, Ederson demonstra rapidez, reflexos, segurança e bons pés, dando razão à minha teoria de que podemos dispensar Júlio César (a única diferença é que o jovem brasileiro pode ser mesmo o titular da baliza na próxima temporada). O Eliseu voltou a ser o elo mais fraco da defesa, enquanto que Renato Sanches no miolo acusou um pouco a pressão do momento. Os extremos foram esforçados e no ataque Mitroglou foi chamado muitas vezes a intervir em posições demasiado recuadas. Talvez Jiménez devesse ter sido titular, mas não foi por aí que empatámos.

 

O problema foi o árbitro polaco, Szymon Marciniak, que não marcou um penálti a favor do Benfica, «esquecendo-se» ainda de expulsar Bernat por protestos. Ao equilibrar o jogo, a nossa equipa conseguiu empurrar os germânicos mais para trás, encurtando também os espaços na defesa, onde nos primeiros minutos era notória a pouca pressão exercida sobre o portador da bola, uma vez que quem pressionava chegava invariavelmente atrasado às dobras do seu parceiro defensivo.

 

O resultado mantém o Benfica na luta, bastam dois golos de diferença para passarmos às meias-finais. A pior notícia foi o amarelo (bastante forçado) exibido a Jonas, que falha a segunda mão na Luz. Já ando a ouvir uns iluminados a falarem em Gaitán ou Pizzi nas costas de Mitroglou, quando, no máximo dos máximos, só Talisca serve como alternativa a Jiménez no ataque. Se jogar o baiano, eu percebo: o treinador fica com um avançado para lançar no jogo a qualquer momento (isto se Jovic não estiver inscrito na Champions). Reforçar o meio-campo num jogo em casa que temos a obrigação de vencer, parece-me mal, provoca um anti-clímax, pois abdicamos da nossa identidade em função do adversário. 

 

Seja como for, hoje o treinador e os jogadores estão de parabéns. Tal como os cinco mil benfiquistas que calaram os bávaros na segunda parte.

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