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Zibaldone

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12
Jan17

Blogopédia

Francisco Freima

Blogopédia.jpgHá uns tempos, deparei-me com a existência de uma Blogopédia criada pelo blogue Aventar. Lançada em Novembro de 2010, encontra-se um pouco ao abandono, pelo que decidi fazer algumas entradas – basicamente, colocar no índice os nomes dos blogues que sigo ou conheço.

 

No entanto, cobrindo apenas a parte do Sapo, não é tarefa para uma só pessoa. Penso mesmo que o mais útil seria actualizar as listas, talvez retirar os blogues inactivos e fazer um índice à parte para eles. Quanto aos activos, se cada blogger tratar de preencher as informações relativas ao seu cantinho, a tarefa fica facilitada. Uma coisa é certa: como adoro listas, irei aproveitar o tempo livre que tenha para ir completando a Blogopédia. Além de ser um bom instrumento para promover as nossas páginas, talvez fique como um arquivo digital para o futuro. 

 

Eu sei que já existiram milhões de blogues em Portugal, que alguns esfumaram-se num dia e que outros mantêm-se firmes após anos de dedicação. Como os primeiros não interessam tanto, para mim o que importa é salvaguardar a memória daqueles que deixaram mais conteúdo. Os blogues deixam as nossas impressões digitais pela internet, levam-nas aos quatro cantos do mundo sem sairmos de casa. Nesse aspecto, somos uns privilegiados: o que não dariam os espíritos inquietos da Antiguidade para terem a nossa mundivisão, a facilidade de espalharem as suas ideias pelos quatro cantos do mundo. É por isso que eu costumo cobrar muito à minha geração e às outras mais novas, porque nós temos instrumentos únicos ao nosso dispor.

 

Não basta sermos a geração mais preparada de sempre: temos de ser a mais criativa, a mais solidária e a mais trabalhadora. Isto é sobre uma Blogopédia, mas também é sobre tudo aquilo que podemos transformar. A realidade virtual é mais dúctil do que a original, mas nada como seguir aqui as nossas melhores inclinações para sermos ainda melhores em plena vida. Normalmente, as pessoas fazem o contrário, e fazem mal. Se Séneca fosse vivo, penso que teria na internet um bom teste ao seu estoicismo. Ou, mais que não fosse, um belo desafio à apresentação das suas ideias: afinal, que Lucílio teria tempo para ler as suas preciosas cartas?

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