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Zibaldone

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23
Nov16

Diário expedicionário

Francisco Freima

23 de Novembro (1884) - Morte do soba da Garanganja. Dois ou três dias, toda a gente conserva silêncio, depois os parentes dão tiros continuados. Abrem uma grande cova redonda na libata, deitam no fundo uma grande porção de fazenda e, depois, umas 20 cabeças, digo não são cabeças são os corpos das mulheres do soba, em círculo ao redor do corpo do soba. O homem que corta as cabeças chama-se bacari (carrasco, cabeça fora). O irmão é que vai buscar as mulheres que devem ficar sem cabeça. Depois terra e na campa um círculo de cabeças (o corpo é enterrado em pé). Os macotas do antigo soba é que entregam o estado ao novo soba. O costume é ser um filho, mas fica à escolha dos macotas o novo soba: às vezes é um sobrinho. Põem-lhe na cabeça um pande e entregam-lhe a libata, gente, etc. Pande é a parte de cima em espiral, do cone (baixo).

 

Feiticeiros: é morto e o corpo queimado. O que queima os feiticeiros chama-se Mosoca-Baloge. Por adivinhações é que é reconhecido o feiticeiro!

 

Casamentos: quando um homem quer casar, pede a mulher ao soba, se este diz que sim, faz uma cova no chão, deita-lhe água e unta o corpo com aquela água e barro. Vai buscar a rapariga e se tem alguns haveres dá aos parentes alguma coisa. Sempre que o soba dá alguma coisa a qualquer, este unta-se com barro desfeito em água.

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