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Zibaldone

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04
Dez16

Diário expedicionário

Francisco Freima

4 de Dezembro (1884) - Estou assistindo a uma construção de térmitas num pau da minha barraca. É uma abóbada ao longo do pau de 0,01 de largura, formando assim um tubo. Noto três espécies de térmitas e com misteres diferentes. As construtoras são brancas e transparentes com a cabeça proximamente redonda, armada de duas tenazes, com que transportam o material; este é argila avermelhada pelo ferro; trabalham de dentro do tubo, depositando o material nos bordos deste, como se fosse um pedreiro pondo pedra sobre pedra! O material vem muito húmido, e elas com um movimento de cabeça, vão ajustando a pedra nos interstícios; caminham com uns movimentos rápidos. Outras das mesmas dimensões de 5 mil. que as construtoras, têm a cabeça mais comprida que larga, parte em castanho escuro e mesmo o abdómen é mais escuro. Têm as antenas muito mais compridas e as mandíbulas tenazes de outra forma; estas estão paradas ou giram devagar ao longo do caminho que deve levar à construção. As terceiras são de grandes dimensões 4 mil., com a cabeça muito grande, brancas e transparentes, giram sempre como que activando o trabalho! A abóbada está feita com uma perfeição incrível!

 

Exemplar dos térmitas (tubo).

 

Nota-se uma ordem nestes trabalhos, que parece que cada animal recebeu as suas instruções! Em uma hora, construíram 0,015 de tubo. Como acharam um obstáculo à continuação da abóbada, abandonaram tudo!

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