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Zibaldone

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25
Fev17

Diário expedicionário

Francisco Freima

25 de Fevereiro (1885) - Resolvemos passar o acampamento para a margem direita, pois só assim poderemos fazer algum trabalho no rio. Seguiremos para a catarata Mambrina, e é aí que está o caminho para Carunda; já, se vê passando outra vez o rio.

 

É notável que esta gente poucos conhecimentos tem do rio e do lago Bangueolo; quando se fala do rio (nascente etc.) não sabem, ou dizem que vem de muito longe! do lago – está a 30 dias! Torna-se interessante a resolução deste problema, pois parece que o que está nas cartas é uma fantasia.

 

Mais uma vez repito, os portugueses são aqui conhecidos, não só pelo negócio, mas de alguma maneira, respeitada a sua autoridade. Muene puto, Governador de puto, é como falam das autoridades, tanto de O. como de E. 

 

Pedindo-se um crânio dos muito que este soba tem na sua libata, respondeu: «Não dou porque o Governador de puto, dirá: o Ma-Quinhama corta muitas cabeças!» Isto mostra um certo receio da autoridade portuguesa. Os estrangeiros de E. são conhecidos por Langoanas e no Gengi, por Macuas. O que é de admirar, é que ainda nenhum explorador falou nos seus livros desta predominância ou importância dos portugueses: invejazinha?

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