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Zibaldone

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09
Jun17

Divagações

Francisco Freima

Tacteio no escuro uma mortalha

Que possa enrolar a minha erva

Com sangue, suor e alguma baba

A conter o sabor de toda a merda.

 

Há quem sussurre vozes de almofada

Enquanto reivindico outra directa

Na rua onde ande a mais beata

A inspirar meus versos por tabela.

 

Ninguém responde para perceber

O que digo sem filtro de se ver

Na achatada tenda do descanso…

 

Puxo o fumo atrás, contemplo o anjo:

A madrugada é um sonho de mulher

Que me faz sair quando ninguém quer.

 

Francisco Freima

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