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Zibaldone

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10
Abr16

Ecos da guerra

Francisco Freima

As notícias sobre a presença do Daesh na Bósnia e de crianças bósnias treinadas na Síria confirmam a fragilidade de um país que não tinha (nem tem) condições para ser independente. A Bósnia-Herzegovina é, à semelhança do Kosovo, um Estado falhado que devia fazer parte da Sérvia. A fragilidade das suas instituições revela-se agora, perante a iminência de ataques terroristas perpetrados por suicidas treinados no «país». As armas utilizadas no ataque ao Charlie Hebdo e nos atentados em Paris vieram de lá e de outras repúblicas da ex-Jugoslávia. Os alemães devem estar orgulhosos: ao fim de vinte anos, o país que ajudaram a destruir deu origem a uma série de repúblicas das bombas.

 

Como a estupidez nunca prescreve, há umas semanas os juízes do Tribunal Ocidental Internacional de Haia condenaram Radovan Karadzic a 40 anos de prisão por crimes de guerra e genocídio. Até aqui tudo bem, não fossem os outros todos que massacraram as minorias sérvias impunemente – assim por alto, estou a lembrar-me de Franjo Tudman, Mladen Markac, Ante Gotovina, Alija Izetbegovic, Naser Oric... que este julgamento sirva de lição a Igor Gurkin, Alexander Borodai e Alexander Zakharchenko, pois se forem apanhados serão os únicos maus na fita sobre a Crimeia.

 

O Ocidente fez da Guerra dos Balcãs um negócio que ainda hoje alimenta o mercado negro das armas. Forneceram tudo e mais alguma coisa aos separatistas... agora, como diria o Ulrich, aguentem-se.

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