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Zibaldone

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04
Jun16

Em Lisboa

Francisco Freima

Foto de Guido Radig Wikimedia.jpgHoje, fui a Lisboa. A capital continua a transformar-se, numas coisas para melhor, noutras, nem tanto... falo por mim, não gosto da forma como a cidade se tem vindo a desenvolver, parece-me que parte do espírito de Lisboa perdeu-se entre tuk-tuks, rabiscos nas paredes e obras permanentes. Apesar de ter melhorado um pouco, continuo a achá-la suja, em certos sítios o chão cola-se aos ténis, isto sem falar dos canteiros, autênticos caixotes do lixo a céu aberto.

 

Como aspectos positivos, o comércio local, sobretudo as pequenas livrarias, e a recuperação da marginal até ao Cais do Sodré. Negativos, além da sujidade, das obras constantes e dos tuk-tuk, a falta de transportes públicos à noite, a gentrificação, a calçada, o ruído... depois, existem questões legais, como as que envolvem as lojas dos indianos. Não percebo porque é que esta gente pacata e trabalhadora tem de fechar à hora X quando ao lado existem bares/discotecas a venderem o mesmo tipo de produtos (basicamente, álcool e tabaco) até à hora Y. Além de que a sua actividade não perturba o descanso de ninguém, pelo contrário, é sempre bom sabermos que de madrugada existe uma loja aberta caso necessitemos. Por exemplo, na Roménia (um país quase de terceiro mundo) existem lojas non-stop. Quando precisava de alguma coisa a meio da noite, saía de casa e ia comprá-la sem problemas. Às vezes, nem era nada de especial, ia comer um gelado só porque me apetecia. Se isso fosse permitido apenas para o comércio local, seria bom para o negócio, podendo ainda incentivar a contratação de mais pessoas para os turnos da noite. Mas eu sei porque não o fazem: o lóbi da noite não quer concorrência a vender bebidas a preços decentes. Com tantos liberais em Portugal, é quase ridículo que tenha de ser um bloquista a escrever isto.

 

PSocialista: Para o ano haverão eleições autárquicas. Alguma imprensa anda a sonhar com o apoio do BE a Fernando Medina. Bem podem sonhar, porque, do que depender da Moção A à X Convenção, apresentaremos uma candidatura própria. Será que os media foram tão preguiçosos que nem se deram ao trabalho de ler os textos das moções? Respondendo apenas pela A, estamos focados em aumentar a nossa implantação autárquica. Isso só é possível com candidaturas próprias. A existirem coligações, serão formadas depois das eleições.

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