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Zibaldone

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21
Mai16

Fim de ciclo

Francisco Freima

Gaitán despedida.jpgVer o Gaitán a chorar no banco foi muito forte. Cheira a fim de ciclo na Luz, os tricampeões suscitam a cobiça de vários clubes europeus e asiáticos. Nomes como Ederson, Lindelof, Jardel, Lisandro López, Talisca, Gaitán, Jonas, podem acompanhar Renato Sanches numa nova aventura.

 

Esta temporada foi um conto de fadas e até o número de saídas prováveis lembra 1993/94 – oxalá com melhores resultados... a ser verdade, fico cheio de pena por ver partir estes jogadores, mas confiante de que o futuro trará outros que nos possam dar alegrias. O planeamento da próxima época afigura-se essencial. Não podemos repetir os erros do passado, mesmo que o ano seja de Europeu, não podemos ficar à mercê dos «tubarões» até ao último dia do mercado de transferências. Neste sentido, apoio a política do presidente, que cedo começou a negociar a saída de alguns elementos. Esta rapidez na definição das partidas ajuda a direcção na identificação dos alvos a atacar.

 

Em princípio, o Benfica acautelou a saída de Gaitán: a entrada de Franco Cervi, jovem promessa argentina, lembra o ingresso de Di María e do próprio Gaitán no Glorioso. Já as prováveis chegadas de Diogo Jota e Rafa Silva prenunciam a saída de um extremo, talvez Carcela, pois Salvio não tem mercado, Gonçalo Guedes e Nuno Santos precisam de se afirmar e Pizzi foi fundamental. Já Carrillo, Candeias, Murillo, Bebé, Djaló, Rojas, Harramiz, Ola John e Victor Andrade parecem cartas fora do baralho. Outra incógnita prende-se com a situação de Hélder Costa. O Mónaco pretende mantê-lo mais um ano, mas não está disposto a pagar os 15 milhões acordados. No Tondela, Romário Baldé deixou bons apontamentos, devendo voltar a ser emprestado. Entretanto, as contas complicam-se quando chegamos ao substituto de Renato Sanches. Penso que a compra de André Horta insere-se numa lógica de luta pela titularidade, não de primeira opção. Em princípio, será sombra a morder os calcanhares do titular, aproveitando um abaixamento de forma ou lesão para agarrar o lugar, à semelhança do que fizeram Ederson, André Almeida e Lindelof. Talvez a solução passe por Bentancur, sinalizado pela prospecção. Foi pena não termos trazido o André André com o Rui Vitória... Depois, temos os «excedentários» Cristante, Mukhtar, Fariña, Diego Lopes, Pelé, Guzzo e João Teixeira, à espreita de uma oportunidade. Fora das cogitações estará Rúben Amorim, desde que Fejsa permaneça de águia ao peito.

 

Relativamente à defesa, as dúvidas estão no centro – Jardel, Lindelof e Lisandro têm interessados, logo, também devemos ter alguns centrais no radar. Existem boas alternativas nacionais para seguirem as pisadas de Jardel (Josué/Ricardo Ferreira), embora seja difícil encontrar alguém que pegue de estaca na equipa... Marcos Valente, depois de uma boa época no Aves, prosseguirá a sua evolução em Guimarães; os regressos de César e Steven Vitória afiguram-se improváveis, o de Fábio Cardoso, possível. Nas laterais, tanto Luís Felipe como Marçal devem continuar emprestados. No último terço, a provável saída de Jonas significa que Jiménez ganhará espaço no plantel. No entanto, não se deve livrar da contratação de um concorrente directo, enquanto Jovic e Saponjic continuarão o tirocínio nos B. Nestas contas podem intrometer-se Jonathan Rodríguez, Rui Fonte e Nélson Oliveira. Fora delas, estarão Derley e Friesenbichler. A confirmar-se igualmente a saída de Talisca, Djuricic deverá ocupar a vaga, pois o Anderlecht não vai exercer a opção de compra do sérvio.

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