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Zibaldone

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03
Jul16

GP Áustria

Francisco Freima

Na corrida mais emocionante desta década, Lewis Hamilton fez hoje uma demonstração da sua perícia como piloto. Normalmente acusado de ser psicologicamente instável, o britânico venceu todas as contrariedades que a sua equipa foi criando para o arredar da vitória. Desde a estratégia de pneus macios aos atrasos no pit lane, foram muitos os grãos na engrenagem no Mercedes do tricampeão mundial. Tantos que Rosberg pôde dar-se ao luxo de sair da pista e continuar à frente da corrida, sair das boxes e ficar à frente da corrida, abrir o DRS para ultrapassar retardatários e manter-se na frente da corrida... quando Max Verstappen atrasou a ultrapassagem de Hamilton ao Red Bull, a corrida parecia entregue. Outro piloto, tipo Rosberg, ficaria satisfeito com o segundo lugar. Mas a massa de Hamilton é a vertigem: pé no acelerador, lá foi o inglês aproximando-se do alemão nas três voltas finais. Na última, depois de Rosberg já não ter ninguém para dobrar, o tricampeão abriu o DRS e foi à luta. Ressabiado, o alemão confundiu dificultar com abalrroar (Toto Wolff deu a desculpa esfarrapada dos travões), atirando Hamilton para fora da pista. Mas o inglês, qual fénix renascida, voltou para vencer o germânico, que ficou com o Mercedes em muito mau estado. No fim, Hamilton foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez, enquanto Rosberg caía para quarto, ficando fora do pódio. Neste momento, está ainda a ser investigado pela FIA, por ter colocado em risco a segurança dos outros pilotos, ao ter levado o seu Mercedes até à meta. 

 

Adorei ver Niki Lauda com uma azia monumental, além das vaias do público austríaco contra Hamilton. Felizmente, na Fórmula 1 não são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha! Claro que Rosberg, o choramingão do paddock, fará tudo para virar a equipa contra Hamilton. Este, cada vez mais próximo do icónico Senna, é o piloto mais entusiasmante dos últimos anos, a par do «menino» Verstappen.

 

E a McLaren, perguntam vocês. Teve em Jenson Button o herói improvável, terminando o britânico na sexta posição. Já na qualificação tinha ficado em terceiro e, logo no início da corrida, o seu bom arranque valeu-lhe a ultrapassagem do Force India de Nico Hulkenberg. Confesso que não gosto muito de Button, irrita-me que alterne o óptimo com o péssimo, sobretudo porque tem qualidade. Às vezes acomoda-se, mas agora, com Vandoorne a ameaçar o seu posto, parece querer acordar. A ver vamos...

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