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Zibaldone

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03
Dez16

«Jamé» Jammeh!

Francisco Freima

Crianças celebram vitória de Adama.jpgÀ hora a que escrevo, milhares de pessoas estão nas ruas de Banjul a celebrar o fim da ditadura de Yahya Jammeh! A coligação de sete partidos, liderada por Adama Barrow, conseguiu a vitória esperada, mas a declaração inesperada dos resultados eleitorais:

 

Adama Barrow 263 515 votos (45,5%)

Yahya Jammeh 212 099 votos (36,7%)

Mama Kandeh 102 969 votos (17,8%)

 

No poder desde 1994, Jammeh viu a comissão eleitoral informar pela primeira vez que perdeu as eleições. Até ao momento, o ainda presidente da Gâmbia não fez nenhuma declaração a aceitar os resultados do escrutínio. Indiferente a isso, a população tomou as ruas enquanto os familiares dos presos políticos aguardam a libertação dos seus. 

 

Está em marcha uma revolução! O dia 1 de Dezembro de 2016 passa a ser uma data verdadeiramente feliz para o povo gambiano. Por favor, RTP, SIC e TVI, enviem equipas de reportagem para a Gâmbia! Vá lá... prometo nunca mais criticar as vossas linhas editoriais se me derem a possibilidade de saciar a curiosidade e de ver a importância dos acontecimentos legitimada pela vossa presença. É que eu sou apenas um blogger, vocês são canais noticiosos, chegam a mais gente, têm meios para irem testemunhar os eventos. Imaginem: um/uma correspondente em Banjul nos próximos dias, semanas ou meses! Sentiria uma alegria imensa, um tremendo orgulho em ver o meu país empenhar pelo menos uma equipa de reportagem nesse cantinho efervescente de África. Vá lá... estive a pesquisar, e a correspondente da RTP na Guiné-Bissau é a Fátima Camará. Está tão perto da Gâmbia, tão pertinho mesmo!.. Por favor, enviem-na para lá 

 

O Público e o Observador já fizeram umas notícias, mas não chega, é muito pouco para o que está a acontecer. Há duas semanas, escrevi aqui um post sobre as eleições na Gâmbia bem mais completo. Não se concentrem apenas no presente, situem os leitores! Tenho para mim que muitas vezes estas notícias passam despercebidas porque os jornalistas não estabelecem uma ligação emocional com aquilo que escrevem. Limitam-se a informar distraidamente: «olha, mais um golpe em África». Foram 22 anos, tinha acabado de fazer seis anos quando este tipo subiu ao poder. É muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo, só para terem uma ideia, nessa altura ainda não sabia escrever!

 

Marquem presença na História (e na festa!) 

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