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Zibaldone

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08
Dez16

LED

Francisco Freima

LED lights.jpgAcedendo ao repto lançado por Marcelo Rebelo de Sousa, deixo uma proposta para o futuro do País na área da Educação: a criação da Língua Estrangeira Distrital.

 

Passo a explicar: actualmente, temos 18 distritos e duas regiões autónomas. Porque é que não aproveitamos para implementar a aprendizagem de diferentes idiomas em cada um deles? O Inglês continuaria a ser a Língua Estrangeira principal, mas depois os distritos/regiões autónomas teriam uma específica. Por exemplo, em Setúbal seria ensinado Russo, enquanto no Porto os alunos aprenderiam Mandarim e em Lisboa, Japonês. Em Leiria, ficariam com o Hindi, em Faro com o Árabe, em Braga com o Francês, nos Açores com o Javanês, ou na Madeira com o Alemão. Talvez o princípio da igualdade ficasse um pouco elidido (dependendo da conjuntura, determinado idioma representará uma maior mais-valia em relação a outro), mas Portugal abriria inúmeras portas para o mundo. 

 

Claro, estas coisas custam dinheiro: teríamos de renovar o quadro de docentes de línguas estrangeiras. Se para o Francês, o Espanhol, o Alemão e o Inglês existem professores em número suficiente, para algumas outras teríamos de importar quadros qualificados. Numa primeira fase, dependeríamos dos professores estrangeiros, mas a médio/longo prazo alguns dos alunos tomariam em mãos as tarefas dos seus mestres, tornando o país auto-suficiente. Isso não invalidaria que mantivéssemos relações de cooperação com os países de origem destes professores, apenas diminuiria a nossa dependência do exterior. Outra vantagem desta medida é a relativa facilidade na renovação do corpo docente, já que cada língua circunscrever-se-ia apenas a um distrito/região autónoma. É verdade que alguns distritos, face à menor densidade populacional, poderiam ter dificuldades em atingir o número de professores necessário, mas aí utilizar-se-iam as tais parcerias para suprir possíveis carências.

 

Adoptando esta política, no espaço de vinte anos teríamos uma população altamente proficiente em diversas línguas. Cada distrito estreitaria relações económico-culturais com determinada parte do globo, o que nos tornaria bastante competitivos na captação de Investimento Directo Estrangeiro. Não será este um caminho melhor do que a competitividade assente na mão-de-obra barata?

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