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Zibaldone

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03
Mai16

Leicester

Francisco Freima

Leicester Vardy.jpgSinceramente, não percebo o burburinho em redor da conquista da Premier League pelo Leicester. Para mim, o facto mais surpreendente foi terem vencido o campeonato com Claudio Ranieri, treinador que até agora tinha um registo medíocre no comando de equipas como o Chelsea, a Roma ou o Inter.

 

A centralização dos direitos televisivos em Inglaterra adivinhava um desfecho destes. Aliás, penso mesmo que o epifenómeno Leicester pode ser emulado no futuro. O Southampton, por exemplo, já ameaçou idêntica proeza. Na longínqua década de 70, o rival do Leicester, o Nottingham Forest, ganhou campeonatos ingleses e foi bicampeão europeu. Que diriam os que falam em Football Manager da vida real se conhecessem os feitos de Brian Clough? Será que o Leicester irá vencer duas Ligas dos Campeões? Parece-me difícil...

 

Anda para aí um mito de que «todos apoiaram o Leicester». Lamento, mas eu estava a torcer pelo Tottenham, embora em Inglaterra o meu clube preferido seja o despromovido Aston Villa. Quando o Villa não está na luta, apoio o Liverpool, quando o Liverpool não está, apoio o Tottenham. Sempre foi assim, não era pelo Leicester que ia mudar. Até porque o outro mito, o do «conto de fadas», é uma treta. Um clube com um orçamento de 50 milhões de euros não é propriamente a Gata Borralheira. Sim, a diferença é enorme quando comparamos com os orçamentos estratosféricos de Manchester United, Manchester City, Chelsea ou Arsenal, muitos deles acima dos 350 milhões... Todavia, o dinheiro faz mais diferença entre uma equipa de 50 milhões contra outra de 2 milhões do que numa de 350 milhões contra outra de 50 milhões. Não é preciso ser barra a matemática para perceber o porquê... Depois, com 50 milhões conseguem-se fazer bons negócios, basta saber procurar. O Leicester teve esse mérito, descobriu o Vardy perdido nas divisões inferiores e o Mahrez na segunda divisão francesa. Juntar esses craques a jogadores experientes como Huth ou Schmeichel foi o suficiente para marcar a diferença. Claro que em cima disto ainda beneficiaram da «tempestade perfeita»: Mourinho teve o seu pior ano, Van Gaal e Wenger confirmaram que estão ultrapassados, Pellegrini continua o lírico de sempre e Klopp chegou demasiado tarde para travar as asneiras de Rodgers – um tipo que em 2014 contrata Balotelli para substituir Suárez só pode ser doido.

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