Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Zibaldone

Zibaldone

12
Abr16

Luís no país dos lerdos

Francisco Freima

Luís Monteiro (foto de Hugo Amaral Observador).jpEm Santa Comba Dão, um funcionário, que deve ter um part-time no Museu Salazar, impediu a entrada de um deputado do Bloco de Esquerda na Escola Básica 2,3. Entretanto, a direcção da escola alegou uma «falha de comunicação» e pediu desculpas a Luís Monteiro, o deputado em questão. 

 

A notícia vem hoje no DN, colorida com os tradicionais comentários dos boçais. Um tal Alberto Soares, escreve: 

 

«Eu acho muito bem! Afinal de contas que exemplo é esse "Borrado", como Parlamentar? Além de ignorante, é um unsulente e um "badalhoco", que até parece que não recebe subsidios suficientes para compar um sabonete! Haja decoro e decência......»

 

Passado um pouco, outro anormal, de seu nome Anselmo Pinheiro, abeira-se do pelourinho:

 

«Se avaliasse as pessoas pelo aspeto, diria que és duvidoso. Mas vamos ao assunto se a direção da escola não lhe respondeu como queria entrar na escola? Já lá vai o tempo em que qualquer drogado podia entrar e sair sem dar troco a ninguém.»

 

Eu não tenho o azar de ter Facebook, mas tive a sorte de clicar no nome do primeiro Arroja para ver os seus gostos. Pois Alberto Soares gosta de Rui Moreira, de António José Seguro, do PSD Póvoa de Lanhoso e das páginas «Quero ser livre» e «Quero fazer novos amigos» (difícil...). Adepto do «centrão», Alberto quer libertar-se, talvez dos preconceitos que tem na cabeça ou do bloquista recalcado que há em si. Gosto particularmente da parte em que apoda o Luís de ignorante e logo a seguir chama-lhe «unsulente», dizendo ainda que «parece que não recebe dinheiro suficiente para compar um sabonete!» Compar? Compreendo que o ódio seja amigo da pressa, que é inimiga da perfeição, mas assim ninguém o leva a sério... unsulente é de gajo, é labrego quanto baste para se arrotar. Agora, compar? Parece fala de bebé. Também é engraçado falar em «decoro e decência» quando antes se utilizaram expressões como «borrado» e «badalhoco»... caro Alberto, como diria um homónimo seu (um bastante mais inteligente que o senhor), «somente duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto à primeira»...

 

O outro azeiteiro, Anselmo Pinheiro, começa assim: «Se avaliasse as pessoas pelo aspeto, diria que és duvidoso». Termina, dizendo: «já lá vai o tempo em que qualquer drogado podia entrar e sair sem dar troco a ninguém». Para quem não quer avaliar ninguém, parece um exercício Arroja(do), o deste Anselmo. Já estou como a Nervoso Miudinho, quando escreve que os comentários são «um guilty pleasure, misturado com a sensação final de que estamos condenados». Realmente, um país com espécimes destes não vai longe. Só de pensar que podem ser casados e pais de filhos, fico cheio de compaixão pelo agregado familiar. Nem sei o que faria se o meu pai padecesse dessa doença incurável, o boçalismo...

 

Posto isto, se avaliasse o Luís pelo trabalho, diria que é um deputado que vale bem mais do que as bancadas de PS, PSD e PP juntas.

2 comentários

Comentar post

Antiguidades

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Bloguista

foto do autor