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Zibaldone

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30
Jan17

Não aprenderam nada

Francisco Freima

Jornalistas solidários com escolas privadas.jpgA imprensa continua a dar largas à azia pela vitória de Donald Trump nas eleições norte-americanas. Como falharam em toda a linha, os especialistas em política internacional estão cada vez mais acintosos – na quinta-feira, ouvi mesmo um desses sujeitos na SIC Notícias a dizer que o conhecimento de Trump da política internacional não ia além da esquina da rua onde vivia. Até pode ser verdade, mas por momentos pensei que estava numa tasca (só faltou o jarro de vinho e o arroto no final).

 

Com os especialistas a necessitarem de ir à revisão, os média decidiram colocar no ar tudo o que de anti-Trump vai aparecendo nas redes sociais: memes, tweets, vídeos dobrados com diálogos parvos... tudo serve para achincalhar a escolha do eleitorado, aquele que para todos os efeitos é o Presidente legítimo dos EUA. O homem ainda só entrou no cargo há uma semana e eu já estou cansado da campanha movida contra ele. Se isto for assim durante o mandato inteiro, não sei se não será a imprensa a provar novamente do veneno que anda a servir. Qualquer pessoa vê que os jornalistas portugueses andam zangados com o povo desde as legislativas de 2015. A forma desajeitada como tentam colar Trump aos populismos na Europa, e a forma como tentam colar estes aos partidos que apoiam o Governo, é de uma indigência atroz. Não compreendo esta atitude, até porque em 2019 terão muito provavelmente de volta os seus queridos PSD, PS e CDS como partidos incontestados no panorama político português. A campanha mediática montada contra o BE, retratado com os clichés habituais da hipocrisia, da irresponsabilidade e das «causas fracturantes», vai de vento em popa. Uns atrevidos até já dizem que o Bloco defende o mesmo que Trump...

 

Mas mais engraçado é ver o DN, claramente o jornal online que mais gralhas produz por dia, a gozar com a administração Trump por se ter enganado no nome de Theresa May, grafando Teresa May, o qual dizem ser de uma estrela pornográfica. Seria como ver o Jorge Mendes a chamar corrupto ao José Veiga... Tudo isto para dizer que a comunicação social não aprendeu nada com as eleições: falharam em toda a linha, divulgaram sondagens manipuladas durante as campanhas e nenhum desses directores cara-de-pau colocou o lugar à disposição. É que todos eles, esquecendo a sua «proverbial» isenção, fizeram ostensivamente campanha por Hillary Clinton, tal como haviam feito em 2015 pelo Pàf. 

 

Estão a ser anos difíceis para os jornalistas portugueses. O meu conselho? Vistam-se de amarelo...

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