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Zibaldone

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16
Jan17

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Francisco Freima

Sessão Pública BE.jpgNa passada sexta-feira, às 21:00, o Bloco de Esquerda Seixal fez a apresentação pública do seu presta-contas às populações de Corroios e do Miratejo. O evento decorreu no auditório desta última localidade e contou com a presença de alguns eleitos do BE Seixal, nomeadamente o nosso representante na Assembleia de Freguesia de Corroios, um dos nossos deputados na Assembleia Municipal e o vereador da Protecção Civil do concelho do Seixal. Todos eles são pessoas dignas, que diariamente lutam contra a maioria absoluta da CDU, dando o melhor de si pelo município sem outra paga que não seja a indiferença da população e da comunicação social.

 

Pois bem, na passada semana a concelhia do Seixal esteve particularmente activa: colámos cartazes, distribuímos panfletos pelas caixas de correio de Corroios e Miratejo, convidámos os órgãos de comunicação social a marcarem presença nesta iniciativa. Chegada a noite da apresentação, apareceram somente 15 pessoas, todas elas militantes do BE. Da imprensa, também ninguém apareceu. Como não somos de nos deixar abater pelas dificuldades, prosseguimos com o programado, embora soubéssemos melhor do que ninguém qual foi a actividade desenvolvida. À excepção do nosso vereador, isolado politicamente na Câmara Municipal do Seixal, os nossos elementos são apenas oposição, não detêm qualquer tipo de poder. Ainda assim, decidiram prestar contas da sua actividade, das moções que apresentaram e que foram reiteradamente rejeitadas pela CDU, quando não apropriadas num momento posterior. 

 

Muitas vezes ouvimos na rua que não fazemos nada, que só nos lembramos dos eleitores na altura das eleições, que devíamos dar brindes em vez de papéis... Tudo mentiras: o ano passado, realizámos dezenas de sessões públicas que contaram com uma participação residual da população. Muitos camaradas tiraram dias de férias para distribuírem panfletos a anunciar esses eventos, outros saíam do trabalho e iam colar cartazes, chegando a desoras a casa para comer qualquer coisa e irem dormir. Esta é a têmpera dos meus camaradas, mas não a da população que servem. Quanto «aos papéis», eles são escritos por nós, imprimidos por nós, distribuídos por nós e deitados fora pelos outros, que pensam que nadamos em dinheiro. Resta dizer que não ganhamos nada por andarmos nestas andanças: quem entra no BE não o faz à espera de ir exercer cargos importantes, ou de arranjar contactos para ter tacho na função pública ou nas Mota-Engil desta vida. 

 

O meu agradecimento a todos os alienados que preferem ficar em casa a irem ouvir e questionar os nossos autarcas. Vocês são o sonho de qualquer governante pouco escrupuloso. Não é pois de estranhar que o nosso município seja o sétimo mais endividado do país.

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