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Zibaldone

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05
Ago16

Olímpicos

Francisco Freima

Jogos Olímpicos.jpgHoje é a abertura oficial dos Jogos Olímpicos. Apesar de não gostar que os atletas participantes sejam profissionais, os tempos mudaram, logo, tenho de aceitar. Ainda assim, considerava mais heróicos os campeões amadores, eles simbolizavam o espírito olímpico original, onde a coroa de louros significava a glória eterna. No Chariots of Fire essa dualidade está bem presente nos personagens: Eric Liddell encarna o ideal olímpico. Até a sua recusa de correr a um domingo demonstra que o escocês não tinha a atitude «profissional» de Harold Abrahams, que tentava ganhar a qualquer custo. 

 

Como não sou hipócrita, também não gostava do sistema transitório, quando os atletas eram amadores no papel e profissionais na prática. As modalidades estavam a evoluir em direcção ao profissionalismo, as federações tiveram de fazer o mesmo e o Comité Olímpico Internacional reconheceu posteriormente a situação criada. Era mais bonito ver um atleta a competir apenas por paixão? Era. Mas os atletas já não são semi-deuses, são humanos e têm necessidades normais.

 

Sobre a delegação portuguesa, pouco há a dizer: temos um conjunto de atletas excepcionais, pessoas verdadeiramente especiais. Fiquei contente pela Vanessa Fernandes ter conseguido entrar como suplente na convocatória para a maratona. É o prémio justo para quem tem dado tudo pelo país, superando enormes dificuldades. A Vanessa é uma campeã da cabeça aos pés. Tal como o Nelson Évora, cujas lesões têm impedido o salto para as medalhas. Mas se Évora já entrou no panteão olímpico, Telma Monteiro e Patrícia Mamona aspiram a chegar lá no judo e no triplo salto, respectivamente. E depois há o meu atleta preferido, o velejador Gustavo Lima, à caça de uma medalha desde os Jogos de Sidney, em 2000. Por agora, a vitória da selecção frente à Argentina deixou-nos a sonhar com a melhor participação de sempre. Mas mais do que medalhas e resultados, a única coisa que devemos exigir a estes atletas é que se divirtam e aproveitem ao máximo.

 

A morte de Moniz Pereira, a poucos dias do início da competição, constitui uma perda irreparável para o país. Gostei de ver as homenagens feitas a tão excelsa figura, mas gostaria ainda mais de ver os clubes a colocarem pistas de tartã nos estádios que tenham condições para tal. Nesse aspecto, o Belenenses é um orgulho e o Restelo um exemplo.

 

Força, Portugal!

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