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Zibaldone

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14
Mai16

Raúl Jiménez

Francisco Freima

Raúl Jiménez Foto Agencia.jpgCom o campeonato a terminar, Raúl Jiménez fica como o meu jogador preferido desta época. O avançado mexicano brilhou nos momentos decisivos, marcando golos e dando outros a marcar em alturas fundamentais para as aspirações benfiquistas no campeonato, Taça da Liga e Liga dos Campeões. Para isso basta lembrar os golos decisivos contra Moreirense, Académica, Rio Ave fora (campeonato), Nacional, Braga (Taça da Liga), Astana (Liga dos Campeões), além daquele remate fulminante à trave na Rússia, que permitiu a Talisca colocar o Benfica nos quartos-de-final da Champions

 

Os golos de Jiménez valeram seis pontos no campeonato, duas vitórias na Taça da Liga (um deles levou-nos à final desta competição, rendendo 350 000 €), um empate no Cazaquistão (500 000 €) e a jogada do golo em São Petersburgo (6 000 000 €). Para um jogador que custou nove milhões de euros por metade do passe, diria que o seu rendimento desportivo já pagou a transferência.

 

Numa liga disputada até à última jornada, o avançado mexicano foi a arma secreta de Rui Vitória. Quando o treinador coloca-o em campo, todos sentimos que ele faz a diferença, quer pela sua entrega, quer pela sua apetência por estar no sítio certo à hora certa. A própria forma como salta, jogo após jogo, do banco, merece a minha admiração: só um jogador especial consegue manter altos índices de motivação nessa situação. Outro estaria já nos jornais a exigir a titularidade. Jiménez, não: é um rapaz humilde, discreto e trabalhador, que acredita no seu potencial.

 

Depois de um ano frustrante em Madrid, sentimos no seu jogo uma alegria contagiante. Para mim, a ligação do terceiro anel a Raúl Jiménez não tem paralelo na nossa história. Nem Mantorras se compara, por ter vindo debaixo da bênção de todos os adeptos. Quando Jiménez chegou, era «o cepo mexicano que fomos buscar ao Atlético por nove milhões». Uns meses depois, é a nova alegria do povo, o talismã que resolve jogos. Há uns dias, José Mourinho teceu-lhe rasgados elogios e no México o debate em torno de Jiménez gira entre levá-lo aos Jogos Olímpicos ou à Copa América. Uma coisa, porém, é certa: o nosso Raúl tornou-se incontornável.

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