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Zibaldone

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17
Mar17

Rendez Vous

Francisco Freima

Sigo quem me persegue com o olhar

Em forma de xadrez inamovível:

Sou um peão à espera de dançar

Na passadeira verde intransponível.

 

A algum lado havemos de chegar

Quando a música seja mais audível

(Ela está quase para se passar,

Porque anda atrás do impossível).

 

A noite tem estrias de abandono,

Copos de plástico, a baixa do Porto

Aponta-nos o clube mais lotado:

 

Rendez Vous. Numa onda de encontrões

Conseguimos bigodes para os dois

E acabamos mesmo lá em baixo.

 

Francisco Freima

 

Escrito durante uma fugaz passagem pelo Porto, cidade que me surpreendeu da última vez que lá estive, em Novembro. Gosto de escrever sobre locais onde o acaso me levou, é como se pagasse em poesia os bons momentos proporcionados. Foi o caso do Rendez Vous.

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