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Zibaldone

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10
Jun16

Roménia roubada

Francisco Freima

kassai, corrupto ou incompetente.jpgEsperavam-se atentados em Paris, mas o único ataque terrorista foi a arbitragem de Viktor Kassai. Quiçá ainda chateado pela conquista da Transilvânia no século passado, o húngaro teve a pior prestação que já lhe vi (e eu vi muitas muito más dele), dando a vitória à França. 

 

A história deste jogo resume-se a um penálti não assinalado a favor da Roménia (expulsão de Koscielny perdoada), a um golo irregular da França (falta sobre Tatarusanu) e a uma expulsão perdoada a Giroud (por simulação no primeiro lance, tendo levado amarelo na jogada seguinte). Contas feitas, a selecção romena venceria por 2-1 contra nove, não fosse a arbitragem habilidosa. É vergonhoso como a Uefa perpetua a podridão no futebol europeu, nomeando um árbitro de um país que historicamente tem más relações com o seu vizinho – seria o mesmo que nomearem um albanês para um França-Sérvia ou um palestiniano para um França-Israel. Se os romenos não passarem da fase de grupos, a culpa terá de ser assacada à máfia do futebol europeu. Infelizmente, sendo um país pobre, sem capacidade para organizar um certame destes, a Roménia tem de se sujeitar à regra tácita de que o anfitrião tem de ser levado ao colo. Tudo em prol do «espectáculo», claro.

 

Os meus parabéns à magnífica exibição dos comandados de Iordanescu: os guerreiros caem de pé, mesmo se atacados à traição. Deram um banho de bola à França e mostraram que não eram favas contadas. Renovo os meus parabéns aos vencedores, a equipa de arbitragem liderada por Viktor Kassai. Sem o golo marcado e o outro que pressurosamente evitaram, a história teria sido diferente. Quando penso que já vi tudo o que este idiota não tem para dar ao futebol, ele surprende-me e inventa graus de incompetência que roçam a corrupção. Só assim posso explicar as suas repetidas nomeações para jogos internacionais, porque das duas, uma: ou é muito bom e nunca o demonstra fora da Hungria ou é muito mau e é nomeado a pedido, pois tem tendência a favorecer sempre a selecção melhor classificada no ranking ou a equipa do campeonato mais forte.

 

Por último, os olés nas bancadas: espero que a Uefa, sempre tão atenta aos temas do racismo e do fair play, puna os franceses com um jogo à porta fechada. Ah, já me esquecia: eles são os anfitrões! Citando Juncker, «a França é a França»... No futebol como na política.

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