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Zibaldone

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18
Nov16

Saiam da Caixa

Francisco Freima

out of the box.jpgEu bem tento evitar os assuntos nacionais, mas a verdade é que depois fico com vontade de abanar o país. Numa altura em que vivemos tempos tão interessantes, acabamos invariavelmente a discutir coisas parvas. Neste momento, o grande problema são as declarações de rendimentos dos gestores da Caixa. Para quê gastar saliva com isso? As soluções são simples: ou apresentam as declarações e tomam posse, ou não apresentam e vão à sua vida. Se decidirem ir à sua vida, que venha também o Governo dar a mão à palmatória e penitenciar-se por ter prometido algo que não dependia de si. Simples.

 

Outro debate parvo é o do orçamento. Para mim, o OE 2017 é o mal menor, o mínimo que a decência exige a um governo centrista, apoiado no parlamento por dois partidos de esquerda. Não percebo como ainda existem políticos com estômago para discutir trocos. A direita não quer falar em renegociação da dívida, está no seu direito. O problema é que o Estado tem uma dívida astronómica, em parte pelos seus erros e em parte pela nacionalização de prejuízos do sector privado. A casa está a arder, mas estes lunáticos falam na subida dos juros da dívida... estão a gozar? Mesmo se disparassem para uns 10%, seriam o efeito de uma causa conhecida: é impossível pagar a dívida. Pode a direita brincar ao faz-de-conta, a realidade é que temos um elefante a ocupar a sala inteira, com a tromba já do lado de fora. Quando estamos a carregar um peso-morto montanha acima, o que é que fazemos? A esquerda corta a corda, a direita fica a filosofar se ela aguenta o peso dos dois, acabando por cair no abismo com o cadáver. Depois dizem-se pragmáticos LOL

 

Olhemos para outros países:

 

Afeganistão: guerra; terrorismo; narcotráfico; corrupção; direitos humanos

África do Sul: corrupção

Albânia: corrupção; máfia

Alemanha: Pegida; refugiados; opinião pública; terrorismo

Angola: corrupção; inflação; economia; ditadura; desigualdade; direitos humanos; secessionismo (Cabinda)

Arábia Saudita: monarquia absoluta; corrupção; guerra; direitos humanos

Áustria: eleições (Norbert Hofer)

Azerbaijão: ditadura; corrupção; direitos humanos

Bélgica: terrorismo; unidade nacional

Bielorússia: ditadura; corrupção; direitos humanos

Bósnia-Herzegovina: terrorismo; secessionismo (Srpska)

Brasil: Temer; economia; corrupção; desigualdade

Burundi: crise política

Camarões: terrorismo; ditadura; corrupção; direitos humanos

Chade: terrorismo; ditadura; corrupção; direitos humanos

China: ditadura; corrupção; direitos humanos; ambiente

Colômbia: processo de paz; narcotráfico

Coreia do Norte: programa nuclear; ditadura; direitos humanos; economia; corrupção

Coreia do Sul: ameaça nuclear; anomia social

Cuba: ditadura; direitos humanos

EUA: dívida; controlo das armas; Guantánamo; Donald Trump; desigualdade; terrorismo; ambiente

Egipto: ditadura; terrorismo

Eritreia: ditadura; direitos humanos; corrupção

Espanha: economia; secessionismo (Catalunha, País Basco); governo minoritário

Etiópia: guerra

Fiji: ditadura; corrupção

Filipinas: Rodrigo Duterte

França: Frente Nacional; economia; refugiados; energia; terrorismo

Gabão: ditadura; corrupção; direitos humanos

Gâmbia: campanha eleitoral; ditadura; direitos humanos

Grécia: dívida; economia; refugiados

Guiné Bissau: corrupção; narcotráfico

Guiné Equatorial: ditadura; corrupção; direitos humanos

Haiti: economia; reconstrução

Hungria: Viktor Orbán; Jobbik

Iémen: guerra; economia; inflação

Índia: corrupção; guerra; desigualdade; direitos humanos; ambiente

Irão: programa nuclear; teocracia; guerra; direitos humanos

Iraque: guerra; terrorismo; corrupção; direitos humanos

Israel: ameaça nuclear; terrorismo; guerra

Itália: referendo (possível crise política); economia; máfia

Japão: economia; demografia

Jordânia: refugiados

Líbia: guerra

Malawi: economia; inflação

Mali: guerra

Marrocos: monarquia; direitos humanos; corrupção

México: narcotráfico; corrupção

Moçambique: dívida; IDE; economia

Niger: terrorismo

Nigéria: terrorismo; corrupção; direitos humanos; secessionismo (Biafra)

Omã: monarquia; corrupção; direitos humanos

Paquistão: guerra; terrorismo; direitos humanos

Quénia: terrorismo

Reino Unido: secessionismo (Escócia)

Ruanda: ditadura; corrupção

Rússia: ditadura; corrupção; guerra; direitos humanos; demografia; máfia

Síria: guerra; terrorismo; ditadura; direitos humanos

Somália: guerra; economia; corrupção; terrorismo; direitos humanos

Suazilândia: monarquia absoluta; corrupção; direitos humanos

Sudão: ditadura; direitos humanos; corrupção

Sudão do Sul: guerra; inflação; corrupção; ditadura; direitos humanos

Tailândia: transição política

Tunísia: terrorismo

Turquia: ditadura; terrorismo; corrupção; refugiados; direitos humanos

Ucrânia: guerra; corrupção; máfia; unidade nacional

Uganda: ditadura; corrupção; direitos humanos

Uzbequistão: ditadura; corrupção; direitos humanos

Venezuela: economia; inflação; ditadura; corrupção; criminalidade; direitos humanos

Zâmbia: economia; inflação

Zimbabwe: ditadura; corrupção; direitos humanos

 

Depois destes exemplos, ainda acham que a Caixa vale tamanha discussão?

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