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Zibaldone

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02
Dez16

Saudação ao PCP

Francisco Freima

XX Congresso PCP.jpegAs minhas saudações a todos os militantes e simpatizantes do Partido Comunista Português pelo seu XX Congresso, que está a decorrer em Almada. Sendo, a par do Bloco, o único partido de esquerda com representação parlamentar, o PCP tem vindo a adoptar uma linha política que compreende os actuais anseios da população. Quem anda nas ruas sabe que o povo está do lado da solução encontrada após as legislativas. Neste aspecto, tanto BE como PCP têm dado mostras de grande maturidade, ao unirem-se para servirem como escudo político a um PS cobarde. Sem a abnegação (diria mesmo o espírito cristão) dos militantes destes partidos, o PS nunca ousaria tomar as medidas que têm posto a oligarquia em sentido. A direita não erra quando ataca BE e PCP: eles são o último bastião na defesa do Estado Social. Estivesse o PSD no poder, e só a despesista RTP estaria no perímetro das empresas públicas. Tudo o mais que ainda gera lucro seria dado aos amigos de sempre, como foi o caso da EDP, da REN, da Caixa Seguros, do BIC, dos CTT... o projecto do anterior Governo previa também uma revisão constitucional catastrófica e novas leis laborais, tendo em vista a extensão do modelo «recibos verdes» nas cidades/escravatura nos campos a todos os trabalhadores. Prometia igualmente mais cortes nas reformas e um caminho rumo à abolição dos subsídios de desemprego.

 

Ser de direita hoje é ser contra a Escola Pública, contra o Serviço Nacional de Saúde, contra as prestações sociais, contra os trabalhadores, contra os desempregados, contra os refugiados, contra os imigrantes, contra os sindicatos, contra os direitos laborais, contra os feriados e contra a Europa. Ser de direita hoje, significa ser um alienado ou um membro da oligarquia, significa defender a «União Europeia» e não a Europa, defender o euro que subjuga as frágeis economias do Sul ao poderoso marco alemão. O Euro é filho do Marco, o Escudo é o seu enteado.

 

Ser de direita hoje é ser a favor do patronato que explora imigrantes indefesos, pois a direita, sendo contra eles, promove a precariedade e bate palmas aos empresários que os utilizam como mão-de-obra escrava. É ser alguém que critica deputados por não aplaudirem o rei de Espanha no Parlamento, dando logo a seguir provas da mais abjecta traição nacional, indo ao beija-mão a Suas Majestades e não comparecendo às comemorações do 1º de Dezembro de 1640. No fundo, a direita ainda é aquela «grande nobreza» de 1580, apoiante de D. Filipe II e inimiga de D. António, Prior do Crato. A esquerda continua a ser a pequena nobreza que noutra crise nacional, a de 1383-85, colocou-se ao lado do Mestre de Avis contra o partido castelhano. A independência de Portugal esteve sempre à esquerda, nunca à direita.

 

Àquilo a que muitos chamam de «cassete do PCP», o governo patriótico e de esquerda, eu chamo utopia a realizar, pois neste momento continuamos sem patriotas e sem a esquerda no poder. Tal desígnio só se concretizará no dia em que BE ou PCP (ou BE e PCP) governarem com maioria. 

 

 Felicidades ao PCP 

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