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Zibaldone

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19
Jun17

A minha bicicleta

Francisco Freima

Le Grand Metz 3.jpg

Com o Verão a aproximar-se, decidi gastar o que me sobrou dos meses na Protecção Civil numa bicicleta nova. Há já muito tempo que não tinha uma bicla para andar pela cidade, por isso está a ser porreiro perceber as coisas noutra perspectiva.

 

Não foi fácil a escolha. A minha primeira opção era a Órbita Estoril Plus, mas a demora do fabricante em colocar os novos modelos levaram a que me cansasse de esperar. As saudades de umas boas pedaladas pesavam, pelo que decidi pesquisar melhor até encontrar a parceira ideal em Arroios. Uma Le Grand Metz 3, com mudanças de cubo e um design que adorei. Embora pelo nome pareça francesa, a marca é polaca. Para vocês pode ser apenas um pormenor, mas estas coisas pesam sempre nas minhas decisões, ou não fosse dado a metáforas. 

 

Esta também não é uma bicicleta para todos: as 7 velocidades fazem dela um modelo pouco aconselhável a quem não queira dar tudo nos seus passeios. Para quem gosta do esforço, é a escolha ideal, sobretudo se fizer dela o meio de transporte preferencial para qualquer ponto na cidade. O quadro tem grande solidez, o suporte de bagagem permite transportar tudo o que necessitamos no dia-a-dia. E mesmo que nos deparemos com aquela subida intransponível, ao menos vamos acompanhados de uma máquina cheia de estilo.

 

No entanto, nem tudo são boas notícias: se tenho a minha bicicleta de sonho, já não posso dizer o mesmo em relação às estradas que vou apanhando. A desilusão é tanto maior quando supostamente o Seixal tem uma ciclovia inaugurada há relativamente pouco tempo. Infelizmente, o que a câmara fez foi pintar uma linha de demarcação, sem se dar ao trabalho de arranjar o piso. Andar por ali é quase uma tortura, mas entre isso e pedalar pelo passeio como os outros fazem, prefiro a tortura. Não estou para colocar peões em perigo. Numa bicicleta o único perigo que vale mesmo a pena correr é nas descidas, embora aqui existam poucas de jeito. Admito que sou um pouco alérgico ao travão nesses momentos, considero um sacrilégio ter de perder velocidade no único momento em que posso desfrutar da potência máxima pelo mínimo esforço. Ainda assim, há que estar atento às passadeiras e aos carros.

 

Dito isto, o Verão promete ser divertido. É sempre a melhor estação para conhecermos aquela que vai ser a nossa companheira durante o Inverno. Para mim, não há nada como pedalar à chuva.

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