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Zibaldone

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17
Jun17

Um país instável

Francisco Freima

Há duas semanas escrevi sobre as eleições no Lesotho. Pois bem, a oposição venceu o escrutínio e Tom Thabane foi eleito primeiro-ministro, conseguindo o seu partido, o All Basotho Convention, 48 assentos parlamentares contra os 30 obtidos pelo Democratic Congress, de Pakalitha Mosisli.

 

Os receios acerca de um possível golpe de estado não se confirmaram, graças também à posição assertiva da África do Sul, cujos dirigentes afirmaram que não iriam tolerar um cenário desses no Lesotho. Mas se o perigo castrense parece dissipado, a violência politicamente dirigida ameaça tornar-se uma realidade. Na véspera da tomada de posse, Dipolelo Thabane, mulher actualmente separada de Tom Thabane, foi assassinada. O novo primeiro-ministro já reagiu à morte da sua mulher, revelando estar profundamente chocado com a situação. Certo é que Tom Thabane não pode confiar em quase ninguém para garantir a sua protecção e a da sua família: as forças armadas estão do lado do antigo poder, pelo que o primeiro-ministro irá optar por ter elementos da polícia a velarem pela integridade física daqueles que lhe são próximos. Enquanto isso, a oposição deu mais uma prova de imaturidade, ao boicotar a cerimónia de investidura de Thabane no cargo. Esta arma do boicote não é nova, mas confirma um padrão de comportamento dispensável.

 

Avizinham-se tempos difíceis para o enclave montanhoso, dividido entre a esperança no presente e as sombras do passado.

03
Jun17

Eleições no Lesotho

Francisco Freima

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Hoje é dia de eleições no Lesotho, o micro-estado que é um enclave rodeado pela África do Sul. Mais de 30 partidos concorrem às eleições em 80 círculos, embora os principais candidatos nesta luta sejam o Democratic Congress (do actual primeiro-ministro, Pakalitha Mosisili) e o All Basotho Convention, liderado por Thomas Thabane.

 

Consideradas pela oposição como as mais importantes eleições da história do Lesotho, dado o grau de corrupção e de pobreza a que o país chegou, espera-se que todos estejam à altura da responsabilidade que o momento exige. Paira no ar a ameaça de que as forças armadas poderão não aceitar bem a vitória de Thabane, o líder da oposição recentemente regressado ao país, após um exílio voluntário de dois anos na África do Sul. Um bizarro pedido feito pelas forças armadas ao governo, o de ocupar posições em 22 pontos estratégicos do montanhoso país, está a suscitar algumas dúvidas quanto às intenções dos militares.  Ademais, o clima de instabilidade tem tido reflexos na economia do reino, incapaz de prover a população do mais básico dos básicos: escolas, hospitais, estradas, electricidade, água, saneamento... Estas são as terceiras eleições legislativas em cinco anos.

 

Veremos o que acontece. Como neste país não existem sondagens, o apuramento de quem vai à frente define-se mais pela dinâmica da campanha do que por dados mensuráveis. A afluência aos comícios organizados pelo ABC tem sido ligeiramente superior aos do DC, daí que surja com alguma vantagem, até por ser oposição. Para segunda-feira são esperados os resultados oficiais.

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