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Zibaldone

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30
Out16

Vai estudar, Félix!

Francisco Freima

Nuno Félix.jpgNo caso Nuno Félix, o homem das duas licenciaturas por terminar, temos o ingrediente certo para uma caldeirada à portuguesa: peixeirada. O antigo chefe de gabinete acusou o anterior secretário de Estado da Juventude e do Desporto (João Wengorovius Meneses) de fazer um ajuste de contas. O Nuno, desapossado do tacho, chega mesmo a afirmar que «as atitudes e as declarações que tem feito nos últimos dias demonstram bem o tipo de pessoa que é». E acrescenta a notícia mais à frente: 

 

O ex-chefe de gabinete lembra que João Wengorovius sempre soube de tudo, das licenciaturas por terminar e do erro na publicação em diário da república mas que isso "nunca foi motivo de divergência, nunca foi assunto". Acrescenta ainda que, a ser verdade que Wengorovius não concordava com a situação tinha poderes para o exonerar e nunca o fez.

 

Pois bem, no Observador aparece o seguinte parágrafo:

 

A situação não surpreende quem assinou o despacho. João Wengorovius Meneses, o anterior secretário de Estado da Juventude, confirma ao Observador ter sido este um dos motivos da sua polémica demissão. O antigo governante sustenta que o ministro tinha conhecimento da situação. Wengorovius quis, aliás, exonerar Nuno Félix por este e outros motivos, mas Tiago Brandão Rodrigues não deixou. O ministro preferiu deixar cair o governante (em meados de abril) e manter o seu amigo Nuno Félix. Fonte oficial do ministério nega, no entanto, que seja uma amizade de longa data, como o Observador apurou inicialmente, e também nega que o ministro saberia de erros no despacho. Na mesma linha, fonte oficial do ministério recusa a tese de Wengorovius de que o ministro segurou o chefe de gabinete em vez do secretário de Estado.

 

A ser verdade, esta versão demonstra que Meneses teve atitudes e declarações próprias de um homem honesto. A seu favor, tem a demissão do cargo sem levantar ondas. O Observador, como lhe compete, foi à procura da história e Meneses, como também compete a uma pessoa de bem, disse de sua justiça. Não é normal uma pessoa falsificar qualificações, ainda menos normal é não assumir isso quando no seu perfil LinkedIn encontravam-se as licenciaturas como se tivessem sido concluídas. À cautela, eu próprio digitalizei a minha certidão de registo de grau naquela rede social, para não subsistirem dúvidas quanto às minhas habilitações. Porque é isso que estes casos fazem: lançam uma onda de suspeição sobre todas as pessoas. Qualquer dia ninguém confia em ninguém. 

 

Quanto ao Félix, aconselho-o a ir estudar com o Relvas.

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