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Zibaldone

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13
Abr16

Vencidos, mas não convencidos

Francisco Freima

Jiménez Benfica vs Bayern (Agência Lusa).jpgA Luz engalanou-se para reviver as gloriosas noites europeias. No campo, onze legionários honraram a águia, deixando a pele em campo. Infelizmente, as equipas de arbitragem polacas e holandesas destruíram as nossas hipóteses de chegarmos às meias-finais... A Uefa eliminou o Benfica.

 

Sobre o jogo, confesso que fiquei surpreendido por Pizzi jogar nas costas de Jiménez. É certo que os iluminados previram isso, mas a sua sorte foi o nosso azar: com Mitroglou lesionado, somente Talisca podia fazer essa posição (à partida, Jovic não seria alternativa). O jogo começou bem, nos primeiros dez minutos mantivemos a bola junto da baliza de Neuer. Depois, o Bayern equilibrou as operações, mas sem grandes oportunidades de golo. A primeira grande ocasião, de Muller, seria eclipsada pelo excelente cruzamento de Eliseu, ao qual Jiménez correspondeu da melhor forma. O golo do Benfica animou as hostes, tendo Jiménez novo ensejo para marcar, após assistência de Salvio. Ainda a saborear o momento, o internacional mexicano desperdiçou a chance. Eu sou suspeito para falar, o Jiménez é o meu jogador preferido, mas penso que dificilmente um avançado que passou a época no banco jogaria melhor. Humilde, trabalhador, veloz, tecnicista e bom cabeceador, precisa de ser acarinhado pelos adeptos, pois tem uma alma enorme quando põe de lado as suas inseguranças. Um avançado vive de golos, Jiménez, quebrado o jejum, tem tudo para singrar.

 

A resposta do Bayern viria pelo seu flanco direito. Os bávaros passaram o jogo a atacar pelo lado de Eliseu e Carcela, expondo a sua falta de entrosamento. Vidal voltou a marcar, matando a eliminatória nesse momento. Na segunda parte, um golo madrugador do Bayern fez temer o pior, sobretudo quando Douglas Costa rematou ao poste da baliza encarnada. O golo (bem) anulado ao Bayern e o quase frango de Ederson chamaram o Benfica à terra, com a equipa a estabilizar um jogo que ameaçava partir-se (Fejsa seria o «carro-vassoura»). A entrada de Gonçalo Guedes ajudou, mas foi Talisca que deu novo alento ao ataque. Para mim, ficará o mistério de como teria sido o encontro se o baiano tivesse sido titular. Marcaria logo a abrir, naquele livro desperdiçado por Eliseu? Marcaria no outro, que Gonçalo Guedes atirou para a bancada? Certo é que, em dois livres batidos, marcou um golo e levou bastante perigo no segundo. Num jogo que se previa fechado, Talisca podia ter sido o arrombador de serviço (até porque tínhamos Jovic no banco). No meio disto tudo, na falta que dá origem ao golo do SLB, Javi Martínez teria de ser expulso. Perto do final, Jovic quase estreou-se a marcar.

 

Concluindo: esta eliminatória lembrou-me o primeiro filme do Rocky. Ninguém dava nada por nós, sofremos golpes que deixariam qualquer um KO, aguentando-nos de pé até ao fim. Em condições normais, a vitória seria nossa. Serve de pouco, bem sei, mas com um onze sem Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Lisandro López, Gaitán, Jonas e Mitroglou, mostrámos que as novas soluções não servem só para consumo interno. A melhor homenagem à nossa exibição foi dada por Muller: o Raumdeuter andou literalmente a pastar no relvado, quando o Bayen tentava conter a última avalanche encarnada.

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